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quinta-feira, maio 05, 2011

Pela alegria do reconhecimento da equiparidade de direito nas uniões homoafetivas

Uníssono, a unanimidade do Supremo Tribunal Federal é a voz da militância plural. Brava gente brasileira, neste dia sincero do Brasil de todas as caras e todas as cores, não hoje às margens do Ipiranga, mas aos marginalizados sociais e ao periférico moral, ouvimos um brado de independência, independência do Brasil gay, lésbico, bissexual, transexual, transgênero e de todos que lutam pela dignidade do humano, independência do Brasil de todas as propostas de vida plena, libertos do nihilismo-legal que a constituição machista e patriarcalista ostentava erroneamente e por vezes interpretada como apologia a fobia homoafetiva, quando não previa legislação às famílias espontâneas e/ou às famílias informais, quando não proibia, porém nem atenuava segurança ao direito homoafetivo, hoje temos o caminho de uma legislação que salvaguarda a identidade, identidade essa que era vergonha e agora vencido o preconceito eregiu-se como legítima parcela social, independência que reconduz ao nível da equidade e equiparidade todos sujeitos antes lesados nesta nação plural.
Celebrem, comemorem, façam festa porque a mãe abriu suas asas sobre os que ainda estavam de fora de sua proteção e seus patrícios, hoje, têm a mesma dimensão e tratamento legal. Sabemos que esta nossa determinada parcela social beneficiada pelo direito, não gozará diretamente do novo aditamento legal, porque obviamente não são todos que se unirão, mas é sobre a comunidade da diversidade em geral que se amplifica o reconhecimento da lei e é essa a maior e primeira importância, diante dos fatos sociais e ainda que de forma tardia, recebam a legalização de suas uniões todos que já viviam no intimos de seus lares uma vida de relação afetiva duradoura,  lares esses onde não passava nem padres, nem juízes, mas passava primeiro o amor sincero, a vontade de solidez e o companheirismo, recebam essa realidade e a recebam com a alegria da conquista, esses que já eram família mesmo sem o amparo da lei, a todos que ja eram factualmente uma vida legítima e diferente, aos que hoje testemunham uma relação afetiva estável e eram alheios a esse bônus de liberdade e expressão legal, hoje, recebam nossas congratulações junto ao reconhecimento de entidade familiar e equiparidade de direitos, e recebam dessa nossa maior corte de justiça, o supremo tribunal brasileiro, juízes de atuação justas e excelências ilibadas, egrégios e humanos, todos envolvidos nessa causa humana, desde o procurador geral da república às entidades militantes e até os que torceram no seu íntimo, escondidos de todos na sua feliz homoafetividade, a todos, ao Brasil de todos, a nossa felicitação do novo amanhecer, da liberdade que abriu as asas sobre quem ainda era desprotegido e recorrerá a mesma proteção e acolhimento de entidade familiar. Parabéns a todas as propostas familiares hoje enriquecida com mais uma proposta geradora de vida plena!
Com gosto de conquista e sentimento de vitória, eu Danilo Domingues saúdo a todos de boa vontade!

quarta-feira, maio 04, 2011

Quando sinceros, somos nossa própria casa!

Saber administrar quem somos, passa pela compreensão de si, dar ordens e comandos para a existência e às próprias características. Permitir-se às portas, ou seja, abrir portas para experiências, permitir se a experiência, porém não deixar a análise, porque, se de repente perceber que o conhecimento que adentrou nossa casa através dessa porta que abrimos e não nos serve, é hora de fecha-lá.
A presença de amores fixam se em nós também pela ausência de quem amamos, sofrer essa ausência não é erro, porém insistir em mantê-la como processo que escraviza a ponto de ocupar-se constantemente dela é erro, a ausência que nos torna escravos passa como imposição que fazemos a nós mesmos, retira nos a dinâmica de existir para as novidades, a ausência deve ser lembrança madura e feliz e não motivo de neuro-escravidão.
A possibilidade de ter alguém que fará parte da nossa vida é uma construção. Dizer qual pessoa será um edificio maior ou menor depende de nós mesmos, somente o eu constrói o outro, só o dono da casa sabe dizer a quem abre a porta de sua morada e ainda mais, adomesticar não cabe somente aos animais que estimamos, mas adomesticamos aqueles que queremos como companhia, ou seja, [a+domus = tornar de casa] damos nossa possibilidade de dividir e somar nossa casa com quem consideramos que vale a pena acolher. Somos o que construimos e elegemos, construções e escolhas. Somos nós que elegemos quem terá saliência na nossas realidades, elegemos o que vale mais, elegemos no que crer, em o que fazer e quem permanece conosco na caminhada, mesmo que seja uma ausência, somos nós que dizemos até quando o outro permanecerá. Se adoçamos ou azedamos nossas histórias, de um limão fazemos limonada, ou se não, é uma resposta condicionada a nossa decisão, de como permitir a permanência do outro e se permitiremos permancer, uma dica, se for pra permanecer que seja para melhorar o que se é, que seja para largos sorrisos de lembranças boas e no caso de permitir a presença efetiva de outro indivíduo não permita-se dormir com problemas, sempre limpe a cama dos espinhos que poderá trazer do dia vivido, deitar-se e dormir bem resolvido na vida é um direito para quem quer viver livre, sem amarras de nenhuma natureza, uma vez que o menor espinho poderá causar uma inflamação e se ele não for retirado, poderá perder tudo que ele afeta como parte de si. Há uma necessidade de iluminar nossa consciência de forma positiva, sofrer o luto e administrá-lo, após o sepultamento, seguir o caminho de volta para a casa e a vida cotidiana dos que vivem ao nosso redor. O caminho sempre se confunde com o caminhante, é o caminhante que faz o caminho, por mais que seja difícil de não ter o ponto físico onde depositava carinho, abraço, o prazer de estar junto e a companhia, ignorar o fato não altera o que ja aconteceu de morte, mas precisa se voltar a cuidar da própria casa, quem vitaliza a nossa casa somos nós mesmos, somos nós que acendemos e apagamos as luzes que a clareiam, somos nós quem a sujamos e mais ainda quem a limpa. Permitir a permanência do outro por sua ausência é um desafio para quem quer sorrir com as novidades de outras presenças, sem esquecer o bom de ter vivido sincero presenças passadas.

terça-feira, abril 19, 2011

Verônica. Um olhar face a face.


Diante da liturgia deste tempo, após uma celebração, me propuz a intimizar um personagem da tradição católica. Eu quiz aqui pensar o mistério da dor que nossa paixão tem causado e a relação dos amigos durante o percurso que nos submetemos por padecimento, por morte, por amor e por glória.
Segue o belíssimo canto da tradição, a mulher que enxugou o rosto ensanguentado do Cristo e no pano plasmou o Verdadeiro Ícone [Vero Ícone / Verônica]

Canticus ad Vero Icone
O vos omnes qui transitis per viam: attendite et videte si est dolor sicut dolor meus.
O vos omnes qui transitis per viam, attendite et videte: Si est dolor similis sicut dolor meus.
Attendite, universi populi, et videte dolorem meum. Si est dolor similis sicut dolor meus.

Toda dor é mistério e a dor maior é a própria dor. O Cristo tendo estado com os seus neste mundo, esteve rodeado de muitas mulheres e homens aos quais ensinou. Quem eram essas pessoas que acompanhavam o chamado filho de Deus? Eram pessoas de passados feios, como diriam nossos pais e mães que nos educaram a partir da estética, dizendo nos enquanto pequenos, "não faça isso que é feio, ou, olha que bonito que você fez", compreender a passagem de Jesus na sua sociedade é compreender um rosto diferente, plasmado a partir da verdade, porém não é sublime a figura ensanguentada, é o flexo da decadência. Jesus tendo chamado alguns para conviver, chama neles e deles também seus passados e vivem sinceros, um modo diferente de olhar face a face a vida de cada um.
Tendo Jesus mostrado um modo de vida sincero, não seria diferente a atitude daqueles seus discípulos e discípulas. No caminho da dor toda ajuda é necessária.
Vero ícone, a expressão latina originou o nome de uma mulher da tradição católica, aquela que enxuga o rosto do sofredor, Verônica é passante na via de outra via, ou seja, é passante pelo caminho de outro que também passa. Verônica é outra apaixonada, é outra sensibilizada pela paixão, não somente a sua, mas a daquele a quem a tantos e a ela também, revelara uma forma de viver por amor.
Interessante perceber a mulher que enxuga o rosto do sofredor, a amizade desprendida do momento e da dor, do pesar e da compaixão. Revelação da inutilidade, o fim era eminente, porém a presença da amizade mostra auxílio, dá força para seguir com a cruz.
Momento de redenção que ocorrem aos poucos, pequenos gestos que ligam nos ao sentido de relacionar-se, amizade fiel, resgate, quando deles desprendem olhares de cuidado. O mais bonito da relação é a complascência, não há muitas palavras, há um ato, e isso diz tudo. O fundamental do ato é assemelhar-se, é ir ao encontro da dor, mesmo que não diminua, mas reparte, sofre se junto.
Similitudes nos fazem análogas nossos amigos, diante do caminho difícil, têm insistido na fraqueza que carregamos como cruz, esses, nossos amigos, sabem acorrer até nosso rosto com sinceridade, mesmo que seja para misturar se, sujar-se no sangue vertente das nossas feridas, plasmam nossas dores e suas forças buscam somente o alívio, a recondução para o caminho, mesmo que esse, seja algum modo de fim, uma etapa, uma recondução para uma finalização.
Tantos ícones de verdade, tantas figuras que surgem em nossas vidas, são essas figuras e ícones que tornam menos agressivo o sofrimento, quando por eles e a partir deles mesmos recebemos um alívio, enxugam nosso rosto ferido pelo tempo e por nossas particularidades. Verônicas em nossas passagens, em nossas paixões. Verônicas sempre nos acompanharão no caminho da dor que o amor causou. Somente quem irmanou se ao nosso sangue vertido, ao nosso sofrimento, vê real e verdadeira a nossa face. Verdadeiros ícones são os rostos mostrado e compreendidos na dor.
Esta é uma homenagem aos meus amigos, Verônicas no meu próprio caminho!

domingo, março 20, 2011

À luz do enigma

Depois de bom tempo sem postar nada, numa bela manhã de domingo após a noite que a lua cheia chegou mais perto da terra, decidi retomar uma leitura, obra de Antônio Moser, tudo está calmo, o dia parece preguiçoso e somente o samba (meu cachorro labrador preto) na sua puberdade interrompe o silêncio arrastando o capacho (tapete) pelo quintal, me despertei para o que amanheci pensando, que nada interfere mais o humano que duas polaridades, que se existiu uma presença constante na história do homem, uma é a divindade e a outra a sexualidade.
Não digo polaridades como que controversas realidades uma à outra, seja deus, seja sexo, embora atitudes sexuais possam ir contra princípios de doutrina ou embora existam deuses que representem a sexualidade, uma coisa não liga ou desliga a outra, mas atrelam-se com justeza no humano, fonte e cume de ambas, as duas personificam as aventuras do humano, a sexualidade é uma das energias que movem a vida, como homens e mulheres que também empenham dinâmica pela crença, na afirmaçãode que deus é princípio motor onipotente, figura conceitual e de linguagem ou inexiste, haja visto que a epistemologia assegura que crença é um estado mental que pode ser verdadeiro ou falso e daí nos religa (religião) a um sentindo alterno, enquanto  a psicologia sugere sexualidade como estado Psico-corporal e real que nos relaciona (relação) a um sentindo interno (mesmo com interferência de objetos externos). Parece-me que podemos atribuir complementação de que a religião e uma forma de relação e a relação exige uma maneira de acreditar e disciplinar-se a partir disso.
Quero marcar este post com uma temática de Freud sobre Eros, o amor grego pelo corpo pela fertilidade, ou a atração pelo físico corporal e suas funções: A civilização é um processo a serviço de Eros, cujo propósito é combinar indivíduos humanos individuais e, depois que as famílias, em seguida, raças, povos e nações, em uma grande unidade, a unidade da humanidade. Por isso tem que acontecer, não sabemos, o trabalho de Eros é precisamente este. - Sigmund Freud.
Minhas considerações poderão prosseguir mas ainda preciso concluir algumas leituras, seja da obra do Moser, seja das minhas próprias cognições, por hora vou ver onde meu cachorro arrastou o tapete. Até mais!

quinta-feira, dezembro 16, 2010

mesma rotina

... diria que a pior mudança e molde se dá quando estabelecemos uma pressão de vontade que o outro seja como a si, é uma poda improdutiva, é uma prisão, mesmo que a pior prisão seja prender se em si, é praticamente impossível prender alguém a si, sempre se é livre, na pior hipótese se é livre mesmo que dentro da própria consciência, uma vez que relação [re+laçar=laçar duas ou mais vezes], é um ato espontâneo afim de ter-se no outro, laçar se no outro e não o outro em si, pois isso seria egoismo, concluiria que a relação real [não a ideal, esta não serve para a vida, serve aos livros de romance], concluiria que tem-se relação realmente quem aprendeu a fazer livre, quem não promove liberdade jamais promoverá algo bom, muito menos amor! amor é assumir e inserir o outro e a si completos [completi=complexo] na mesma rotina [mesma rota], a ponto de mudar a própria história, sendo maior e melhor que antes quando sozinho! Amor ultrapassa o limite de sentimento, é ato de viver a inserção de duas vidas e uma partilha da mesma história!

segunda-feira, dezembro 06, 2010

Crítica a profissão da fé cristã, face a atualidade

Vai pão ou vai circo?
É impressionante a sociedade do espetáculo que se entretem e não se desenvolve, deleites do pane et circe a la modernidade. Onde está a seriedade da fé e o respeito por si mesmo e sua consciência?
Uma fé amadurecida não necessita de milagres como os do tempo da chamada manifestação messiânica de Jesus, isso já afirmava Agostinho de Hipona pelos idos do século III. Atualizar milagre, é antes de qualquer manifestação do sobrenatural, uma manifestação coerente do ordinário da vida, frente a tantos desafios que compete a integridade do humano, o milagre concretiza-se na ação que nos prende ao presente de modo que enxerguemos e expressemos o fidei, encerrando-o no cotidiano, manifestar [=fazer pelas próprias mãos] a ação do divino, existir entusiasmado[in=theos], ou seja, em Deus e dentro do mundo.
Olhar o texto do evangelista que narra a adúltera que não foi apedrejada por uma intervenção de Jesus é ler as entrelinhas de uma narração miraculosa, ou seja, algo que era socialmente aceito, amaparado pela lei mosaica, corrente na vida da cidade como ponto de equilibrio moral entre bem e o mal e que factualmente era o correto pra situação, mas é desconstruido por um, até então, agitador social, Jesus não está a frente do seu tempo primeiramente como a epifania do Pai criador, ele está na sua realidade social como um membro da cidade [não entramos no mérido da cidadania, deixamos aos gregos o termo], Jesus é um seguidor dos costumes, portanto, o que mais me assusta atualmente é a busca desse ser religioso taumaturgo, deixando o caracter religioso humano alheio á experiencia da fé.
A existência [ex + entiae = ente para fora de si], justifica-se pelos atos do que é, do ser, portanto encontrar ou buscar a realidade religiosa que nos liga ao sentido de ser quem se é, passa pelo foco da necessidade que se tem, existimos no contexto capitalista, e aqui nota se uma necessária clareza de fé ante o social que se insere e não raro temos definições desvirtuadas do que representaria hoje o Cristo para ditos cristãos, definindo ainda mais pelo sublime estético, sentimento humanitário mesmo que não seja consideradamente um deus-homem pois é definido mais divino que humano [o que é uma heresia das grandes, a primeira inclusive de todas as heresias cristãs], consideram uma boa energia, um exemplo, uma esperança, um instrumento moral, instrumento de manipulação social, de regra de convivência e alguns arriscam dizer que é salvador do mundo, sem mesmo saber explicar do que ele salvou o mundo, portanto, é clara uma manipulação ignorante da mensagem cristã básica, considerando em variados níveis da exortação crente, sejam dos pastores que pregam a dita teologia da prosperidade ou seja do fidei senso comum ensinado nas assembléias, e aqui tomo uma exortação feita pelo cardeal de Buenos Aires, Dom Bergolho aos seus catequistas que "quando a catequese não teve um encontro pessoal com o Cristo e sua mensagem, corre o risco de enganar os outros em vez de ensina-los", mas qual é o parâmetro basilar para figurar a mensagem cristã hoje?
A manipulação de "deus", causadora da crença mediocre, não é nova, já existia no próprio tempo de Jesus, sem falar de várias narrações como a dos 10 leprozos e 1 só volta agradecer a cura, dentre outras, mas ainda que a grei não busque Jesus na montanha da multiplicação dos pães, busca no saciar da fome do espetáculo, do bem sentir se, no corforto do ego e outras formas mais de instantaneamente estar bem, parece que se esquece que o final das contas a caminhada é um rumo de Calvário.
Tudo está ligado ao sentido da fé e da razão do crer, haja visto a hipocrisia do Natal, reza a lenda do bom velhinho e esquece a genese cristã do evento, bom velhinho que espalha magia com renas voadoras e que nem é tão velho assim, porque surgem no consumo norte-americano, da propaganda da Coca-Cola pelos anos 30. As mesas das festas tropicais se enfeitam de material sintético e isopor pra simular neve em pleno verão do Brasil, é a comemoração natalícia de que? Da artificialidade? Do travestismo capitalista? Do mercado aquecido? Da ignorância? Ou um simples ferial?
Nunca se ouviu falar tanto de Jesus como hoje, porém que péssima qualidade é a maioria das vezes, uma teologia cristã descaracterizada, assemelhada a teogonia helênica, um Jesus clichê, mítico, ou seja, todo um fenômeno de crise de crença, é denunciante a necessidade de reevangelização dos próprios batizados que desfiguram a rara beleza do Cristo[alteridade]. Há uma necessidade de rever o conceitual dos extremos, seja do extremo hierárquico que afasta se da comunidade simples de Jesus e legaliza a própria fé dos crentes ou seja o extremo do senso comum que sincretiza sua fé da cristandade ao kardecismo passando ás reminiscência afro e culmina no "carpe diem" hedonista atual, referindo se que o importante é ser "feliz agora", nessa maratona de perca de referencial valorizo aqui a tese atéia, que mesmo antiteista é convicta do que crê. Necessita-se da retomada conceitual da "vita bonorum - vita lectio", quem sabe uma reflexão sobre o deus que o liga ao sentido de viver seja necessária pra aclarear a idéia sobre si mesmo, sobre quem se é.
Professos cristãos não assumiram a forma jesusiana de ser, não há expressões de acolhida, o senso comum corrompe pela superficie, mascarando e travestindo a cristandade, perante isso tudo eu fico com a sincera questão do próprio Cristo aos seus mais chegados:
E vocês? Quem vocês dizem que eu sou? [Lc. 9, 18 - 22]

quinta-feira, dezembro 02, 2010

O que ordena a vida do homem?

Hoje recebi uma visita e segundo esse meu amigo e nossas reflexões de fracassados (em termos específicos) e dramas de simplesmente existir, chegamos a um obvio clichê, chegamos a primeira conclusão, que o que ordena a vida humana é o amor, mas hoje em dia é o amor idealizado, portanto, não é o amor, mas o ideal, não sei se nos expressamos em algo completo, mas amor é algo concreto, é um alguém, amor é a divisão da mesma sorte, poxa vida, não tem sentido esse amor sem ter a quem demonstrar, a quem fazer amar, seria o amor nas nuvens romantizado e não encarnado, e alguém pra amar carne e osso é o apice de concretude, tão concreto que sentimos algum tipo de dor por diversas ocasiões de relacionar-se, embora a dor maior seja de estar sozinho, a dificuldade de ser quem somos sozinhos é dobrada, as vezes me pego pensando em coisas que jamais imaginei um dia ousar pensar, nada melhor que o presente e esse permanente conflito caótico. Findamos tudo com uma xícara de café a mais.

quinta-feira, novembro 25, 2010

Quo vadis? Ecce homo!

Quais são minhas necessidades?
Quando a escuridão chega, onde busco luz?
Quais são as águas turbulentas?
O que tem sido pontes sobre rios?
Quem tem ouvido meus gritos mais internos?
No que tenho fé?
Que certeza me faz crer?
O que tem funcionado na minha vida?
A que sou fiel?
Parece me que necessidades tem sido problemas.
Quando tenho esquecido dos meus problemas?
Que poder há em mim além da diferença?
A vida é difícil demais para enfrenta-lá só.
Qual tem sido minha música?
O que é normal?
O que é sagrado?
Por que não desistir?
O que não conseguimos dizer?
Se Deus tivesse nome, como o chamaria?
E se Deus fosse um de nós?
Quem tem te deixado ganhar?
Por o que jurar?
Quais são as lembranças?
O que tem sido perfeição ao meus olhos?
O que fazer triste e sozinho pela rua?
E quando tudo cair duramente sobre si?
Quem pode confortar?
Quem ouvirá sua boca dizer, "querido(a)"?
Alguém pode tomar meu fardo?
E quando não houver ninguém que se ama por perto?
Quem ter para ser ao passo que somos para alguém?

Deixo tudo acontecer, água calmas correm no fundo dos rios, isso é uma verdade, as demais são somente outras e nem quero pensar agora!
Deixo a própria estrada abrir meu caminho, o caminhante e o caminho se confundem sempre!
Só estou tentando ir pra casa.
Ecce Dan.

terça-feira, novembro 23, 2010

Via em mim reflectido o seu rosto

Se o fundo de mim estava sereno…
o seu rosto era o presente,
se o fundo de mim estava agitado, por me levar ou me tratar com pressa…
o seu rosto aparecia-lhe desfigurado no fundo de mim
Cuidam de mim com cuidado, mas já sou velho
Passo de mão em mão
As contínuas idas e vindas gastam-me, desgastam-me
fora de mim já se notam os traços dos meus anos
fora de mim já se podem ver os traços daqueles que me possuíram
e dos que igualmente me “despossuíram”
Levado com ansiedade até ao poço
Sou trazido de lá, como peso que custa levar
já saciei gerações diferentes com a água que consigo levar em mim,
jovens, crianças e velhos, jovens crianças e velhos…
Sou um cântaro
Sou aquele que permite a alegria de saciar
mas também sou o grande peso daqueles que em mim pegam vezes sem fim
Sê-lo-ei até me quebrar todo, e já não for possível um conserto
Gosto de recordar como aquele meio-dia foi diferente.
Quando o sol abraça tudo com toda a força que consegue, eu quase estalava de tanto calor.
Eu e ela vimo-lo já de longe, como estava sentado à beira daquele poço para onde vezes sem conta sou lançado
e vezes sem conta regresso a transbordar de água fresca
Era aí que ele estava sentado, debaixo da árvore que oferece a sua sombra a quem por ali pára.
Não era de cá. Trazia nas sandálias o pó de caminhadas intermináveis.
Estava só… mas parecia esperar alguma coisa ou alguém. Ao vê-lo, ela parou de cantarolar como fazia sempre. Senti a surpresa no seu olhar curioso e escutei-a dizer baixinho:
“Ah… mas parece judeu!...
Que fará um judeu sozinho por aqui?!”
Mais surpreendida ficou quando meteu ele conversa. Coisa estranha demais porque, os judeus, acham-se os mais puros lá do sítio e quem não viver e rezar lá à moda deles não presta.
“Dá-me de beber!” foi o que ele pediu.
A conversa foi longa, do género de conversa que os cântaros não entendem muito. Só uma coisa sabemos, nós os cântaros, é que quando um jovem e uma jovem se encontram junto ao poço (que é coisa quase sempre combinada entre eles) quase sempre acaba em união das Famílias… em Aliança.
Ele começou a conversa pedindo:
“Dá-me de beber!”
E parece-me que depois terminou, para começar de novo de outro jeito quando já ela lhe disse:
“Dá-me de beber!...
… Quero ver-me no Teu rosto,
na Tua vida
Quero ver-me reflectida na Água que és e que dás…”
Samaritana,
naquele dia deixaste-me junto ao poço, esquecido,
quiseste levar as mãos livres,
a tua sede era agora outra.
Correste porque transbordavas de uma água que nunca eu levei,
eras tu cântaro
a transbordar tanto que não conseguias guardar toda essa Água só para ti.
Nesse dia uniste a tua família à Família d’Ele.

“Jesus, cansado da caminhada, sentou-se, sem mais, na borda do poço. Era por volta do meio-dia. Entretanto, chegou certa mulher samaritana para tirar água. Disse-lhe Jesus: «Dá-me de beber.»” Jo 4,6

terça-feira, novembro 09, 2010

Dialética DW

O AMOR TORNA LÚCIDO O QUE A PAIXÃO CEGA
O que vale mais? Viver o momento ou zelar do momento, privando se agora pra viver momentos maiores depois? Creio que as duas hipóteses têm seu valor e depende da questão espaço-temporal que se inserem.
Não queremos mais do que podemos, porém acreditamos merecer a proporção da plenitude e do real que uma relação coerente, sincera e madura tem a oferecer, mesmo que isso nem sempre aconteça, de algum modo, pessoas vem e vão com uma frequência e acaba se ficando de mãos atadas pelos bloqueios das feridas e frustrações, precisa se ficar calmo pra não começar noutra relação tudo de novo, portanto resta uma fase turbulenta, é preciso antes de tudo alguém que queira e esteja pronto pra entender isso, isso se si quer estar com o outro, claro!
Estar junto é o essencial da relação, sem ter que convencer dia a dia o outro de que se é bom estar e antes de estar o melhor ainda é ser (a relação), viver natureza da relação e o estar junto como consequência de entendimentos comuns sobre o que querem.
Relação é um laçamento contínuo de si ao outro por querer, e ninguém laça nada sem esforço, a relação é o esforço do relaçamento.
Quando gostamos, anseiamos pelo outro e com o passar do tempo, a pessoa será mais pessoa, aflorando seu modo, suas qualidades e defeitos, denunciando se no que se é e se com o passar do tempo, conquistar maior importâcia dia a dia, é sinal de bons passos e caminho correto, o tempo torna o outro mais importante, singular, ímpar, irrepetível, quando acolhemos o outro como referência de vida, ele nos torna melhores pois ensina a passar pela vida somando com a nossa forma de lidar com a vida à sua própria forma e quando esse outro não estiver junto, quando "perdermos" alguém, nosso mundo amanhace mais pobre. Relação sempre é resultante; se não soubermos fazer torna se uma complexidade de feridas e se soubermos, torna se um paraíso dentro de si mesmo, dado pelo outro. [sentimentalismo demais?]
Isso tudo funda se no caso das duas partes terem sintonia e quererem a mesma coisa, nem sempre é o que acontece, as pessoas tem um tempo pra desenvolver a sintonia e se aquele tempo se esgota uma só pessoa passa a ser a base da relação, sendo assim perde se o diálogo, perdeu se a relação, torna se monólogo e isso é inação.
Bom aprendizado a todos!

segunda-feira, outubro 18, 2010

Discípulos e missionários de Jesus? Onde?

Só serve para viver quem vive para servir, porque as palavras convencem, mas os testemunhos arrastam!
Ouvi e guardei isso e hoje me pego a pensar! (...) Com tantos padres comprovadamente gays (e isso não é o problema, porque a Igreja orienta o celibato nas duas condições, sendo gay ou sendo presbítero, embora não assumidos por opressão dos superiores e isso é problema porque aborta existencialmente a pessoa humana padre), com tantos vícios e histórico de erros (teocracia medieval, cruzada, a inquisição do santo ofício, etc), com posturas insinceras, aparências falseadas que denunciam os presbitérios como adeptos da sociedade do espetáculo, da onda do parecer em detrimento do ser (parece mas não é) e o jogo de poder, sinceramente me vejo cansado dos discursos de religiosos, especialmente católicos, da qual professo a fé de meu berço. Isso tudo não se assemelha com a comunidade de Jesus, parece que Nietzsche tinha razão, matamos Deus com nossos atos.
Me vejo cansado quando falam do aborto, assunto este que deve passar primeiro pelo crivo da fé de cada pessoa, aliás, seja legalizado ou seja proibido, o que determina o aborto é a consciência de quem a ele recorrer e se for cristão e/ou católico, não precisará de lei que proiba nem de superior que satanize o aborto, pois a própria fé garante a disciplina ética diante dos valores da vida e das práticas, e se houver quem o pratique, será melhor então cuidar dessa mulher do que condenar e prendê-la, não somente tomar o exemplo do Bom Samaritano que ajuda, mesmo que seu povo tenha rivalidade cultural com o que está caído pelo caminho, mas ser o Bom Pastor que acolhe a ovelha no aconchego do abraço, carrega e conduz, enfim, aborto é assunto secundário para os membros primazes da instituição Católica, que uma vez tendo pronunciada sua postura diante do assunto, cabe ao fiel acolher particularmente sem alardes. Convença se em sua pele, em sua consciência, faça a sua parte para depois tentar persuadir e convencer o outro, cada um vive sua verdade, a dor e a delicia própria, segundo diz o poeta da bossa nova!
Vejo pessoas sem rótulos religiosos e por vezes vivem melhor o Evangelho sem tê-lo conhecido do que os que intitulam-se evangelizados e evangelizadores. O que ensinamos, qual tem sido nossa evangelização? que tipo de "Ide a todo mundo" tenho feito?
Acredito que o "Amai-vos" do Senhor Jesus é expansivo e acolhedor!
Abram os braços às minorias periféricas e marginalizados sociais, acolham os gays como ensina o Catecismo da Igreja Católica no parágrafo 2357-59, não reforcem a homofobia, Jesus não foi homofóbico, mas onde estão os homo-afetivos nas nossas missas, reuniões pastorais e assembéias? Acolham as mulheres que já abortaram, acolham a verdade das pessoas, acolham sinceros, aos que não compreendem, ensinem que a diferença é obra do Pai-Criador em cada criatura por sermos únicos, particulares, ímpar, singulares e irrepetíveis, ensinem que o que importa é a dignidade de cada humano e seu comportamento ético, olhem para os pobres que a religião ensinou rezar, mas não tirou da linha de pobreza extrema, sejam sinal de unidade social real, debrucem suas insignias em favor do pobre, Jesus disse que os teremos sempre conosco, se os teremos cuidemos, pois é a opção preferencial da Igreja do Brasil, matem a cultura de morte do coração, extirpando dos púlpitos os discurso pautadamente condenatórios, pois é aí que a morte começa, não esqueçam a palavra do Bom Pastor que a vida plenamente é para TODOS e não somente aos rotulados pela profissão de fé, Teresa de Calcutá não olhou para a fé dos que ela acolheu e deu vida, queiram alcançar o coração daqueles que não vem a catolicidade nas e das vossas profissões de fé e no culto mecânico!
Salvaguardar a dignidade humana é curar e não formar mais feridas ou coisificar o humano por meio de normas e legalidades religiosas, sejam as do tempo de Moisés ou sejam as da contemporaneidade (e quando falo de coisificar estendo o comentário às outras denominações que coisificam, alguns cultos parece que se está no tribunal do supremo com todos engravatados, outras vezes pela rua vê se aquela mulheres com o cabelo enorme e peludas das axilas às pernas, coisa horrível, mas respeito (e garanto que não desejo uma dessas)). Parece que a Igreja profética de padres e alguns latino-americanos até considerados marxista, que enfrentavam armas com batina surrada e cruz pastoral de madeira (algumas feitas por eles mesmos na prisão como o vietnamita cardeal François-Xavier Nguyên Van Thuân) faz-se necessária hoje, mediante a força religiosa do discurso persuasivo e teocrático de semelhantes fariseus da época de Jesus e os talibans e aiatolás desta nossa época! Acredito que quem conheceu os mártires e profetas do nosso tempo, tem saudade deles na Igreja universamente e em particular na CNBB e na Igreja latino-americana atual!
Precisamos de um Pentecostes, de um Cenáculo, da Eucaristica e resgate da Igreja sem ruga e nem mancha, e isso começa pela cabeça de todo corpo, começa nos corações curados dos pastores, de onde saem as diretrizes!
É necessário mais do que nunca, assumir a postura atualizada, tendo Jesus como primeiro modelo a ser seguido! Esse é o meu suspiro profundo! Mais Deus, menos discurso! Valei-nos nossa Senhora Aparecida, mãe e seguidora de Jesus!
Ub caritas et amor, Deus tibi est!
















quarta-feira, outubro 06, 2010

Ausências, solidão e busca.

Tenha calma, não tente abrir o casulo fora do tempo natural, senão matará essa vida existente para tornar se mais que aparente inércia, obedeça o tempo mas seja dinâmico no que é chamado a fazer.
Junte os elementos cotidianos e necessários no processo de construção social do ser pessoa e perceberás que todo elemento contrário é fundamento do processo inteiro, esforce-se porque é complexo perceber o contrário como mola propulsora na construção de si, quando aparentemente ele traz a desconstrução, ou seja, comumente aprendemos olhar o adverso como inviável, por isso fazemos do contrário um oposto improdutivo e esterilizamos a possibilidade de fazer a construção do homem novo.
A pior solidão é a ausência de si mesmo, essa ausência é pior por ser a maior de todas. Buscar a aceitação do círculo de interesses imediatos força muitos indivíduos a lançarem-se na maré dos transvalores, criam um personagem que seja bem quisto aos que os rodeiam, sem mesmo perceber que deixou la atrás a si mesmo, aparentemente trilhou um caminho ideal, ou seja, não trilhou o caminho real, não se fez o ser humano que deveria ter sido, construido como pessoa, com seus gostos e desgostos.
A dor, o sofrimento sincero e o contrário não é maldade, faz parte da vivência que como diamante se desconstrói de pedra bruta e por cortes é lapidado em todos os seus lados.
Constatar a ausência de si é também um sinal que ainda há tempo de construir a si, no entanto deverá também desconstruir o personagem criado para os outros, constatar a ausência de si é renunciar e anuncia aos outros o novo, o autêntico e por vezes o inédito, o ego sum, o ecce homo, o ser verdade, o absoluto.
Na busca da construção de si e a ocupação do próprio espaço em si, será necessário adoção de postura nova, não é aniquilar o que se é até então, mas desnudar o que se é, tirar as vestimentas que cobrem o ego integral e para tanto deverá alimentar se de todos os sonhos que te farão dar passos de conquistas. Alimentar a si nessa caminhada de busca é antes ainda alimentar o núcleo dos sentidos e sentimentos, alimentar o próprio coração-consciência, em parte é alcançar "a la nietzscheana" o grande humano (não me refiro a ideia equivocada de antiteismo), mas tornar-se quem se é, de maneira que permita-se viver o que se é, sem abortos existenciais ou descartes de possibilidades que não nos fazem ser quem somos.
O jeito tão estranho de amar do outro é estranho porque configura diferença ao meu modo de executar o amor, pode ofuscar a beleza própria de sentimento sublime, justamente porque interpretamos o amor como algo pequeno, como sentimento, amor é compromisso e aderência real da vida é a possibilidade de fazer o outro maior e melhor, desse ato de morte de si, buscar se a si mesmo e conhecer se a si mesmo.
Integrar o corpo à vida que ele representa, ou seja, é o mesmo que retirar o coração da escuridão e mostra-lo em cores reais, tirar o véu que cobre os sentidos e as justificativas da própria vida.
Por diversas vezes é necessário recomeçar, fazer novo denovo, é inaugurar o ser pessoa a cada dia, construindo o mistério da colcha de retalhos que a vida costurou parte a parte, seja nas lágrimas de risos ou lágrímas de outras ausências.
No fim das contas perceberás que a calma faz bem, mas mesmo assim a vida que se traduz em anos passa rapidamente e a borboleta que era larva e casulo inaugurou seu vôo para viver tudo como se fosse um dia de primavera, buscou ventos que lhe fizessem feliz, encontrou ventos fortes que a mudaram de rumo, conheceu jardins que eram inimagináveis, encontrou-se com outras vidas, percebeu que eram diferentes mas ainda assim eram borboletas, viu mais cores que a suas e mesmo com pouco tempo não desiste de viver bem, porque tudo ocorre como se fosse um dia somente de vida!

sexta-feira, agosto 27, 2010

Mais Dilma para o Brasil!

Sou Católico Romano e voto na Dilma.
Cansa-me discursos inflamados e superficiais que a Dilma é abortista, como que se ela estivesse com olhos de um governo somente nessa função.
Para começar, a presidente é a última que promulga ou homologa (que assina) uma lei, enfim, existe um congresso de parlamentares inteirinho antes de qualquer canetada presidencial, por que o medo? Existe um organismo todo que garante a soberania democrática na República.
É importa saber para quem será nosso voto correto, eficaz e efetivo em nossa representação antes da cadeira de presidente, saber quem são os mais próximos do nosso cotidiano de cobranças.
Me irrita esses outros discursos por parte dos candidatos, uns fazem palhaçada nas fuças nossas com o que eles teem de obrigação enquanto representantes da democracia. Alguém que está no poder público e "faz" uma ponte em determinada rodovia, não pode falar "eu fiz aquela ponte e melhorei a estrada, por isso vote em mim", ele fez a obrigação de atentar para a melhoria e necessidade das pessoas e da cidade em geral, não arcou com custas do próprio bolso, nunca vi um prefeito batendo massa de concreto e assentando tijolo, mesmo que o governo não é para isso, não é atoa que pagamos 4 meses anuais em tributos as cofres que dão arroz, feijão e carro do ano aos nossos representantes, e diga se de passagem, como nos representam mal!
Quero ser bem representado, não vendo nem troco meu voto!
Vi muitas familias sairem da linha da pobreza com o Lula, e isso é sagrado! Você já passou fome um dia?
De onde venho, trago minha educação de berço estampada nos meus atos como maior herança!
Por ter familia, tenho motivos para dizer que sou contra o aborto e por essas e outras vejo que o melhor é pensar bem antes de como fazer sexo.
Que primeira grandeza é ser mãe! Por ter a mãe que tenho, também deixo para as mães, em primeiro lugar, o legado da defesa do feto, que é vida humana sim, alma iniciante e que deve ser defendida e preservada em todas as suas circunstâncias, mas, embora seja esta minha opinião, como disse, cabe as mães dizerem sobre seus filhos, filhos esses pelos quais essas mesmas mães responderão num tribunal maior, pelo menos é assim que a Igreja (mater et magistra) fala, haverá um julgamento.
Eu defendo sim a vida e com a vida é impossível não defender também a familia, defendo sim que todos devem ter vida e em abundância, isso inclui ter familia e além de familia ter casa e não para aí, a casa com a familia formarer um lar, não somente uma estrutura de abrigo, mas um lar, estrutura de humanidade. Por considerar digna toda forma de amor, seja amor de pais, de mães, seja de Deus, de filhos, de enamorados e de enamoradas, seja pelo material, pelo ideal e pelo real, por considerar digna toda forma de amor eu não amo condenações, cada qual sabe o peso das próprias atitudes de ignorâncias, ninguém necessita de apontamentos dos erros, o menor grão de areia no olho já se é sentido naturalmente como incômodo, pois alí não é lugar desse grãozinho de areia, mas se derepente esse grãozinho de areia encontrar uma concha e nela permanecer mesmo quando todos dizem que não é ali o seu lugar, tenha certeza, o menos óbvio e o que para muito seria tido como anti-natural e incômodo se tornará pérola valiosa.
Apontar o dedo é uma expressão tão pequena para quem reza de braços abertos chamando a um ser criador e maior de "Pai-nosso", reduzir o homem a uma expressão de condenador é medíocre quando esse mesmo condenador não observar os próprios erros.
Eu defendo vida para todos e com isso a vida de crianças que nasceram e não encontraram um lar, defendo a familia que dá a vida e quando digo isso nesta época de cenário dos analfabetos-políticos  teocráticos cristãos, posso parecer aqueles partidaristas protestantes pentecostais e por vezes os católicos, sinonimizando que são contra as uniões homoafetivas, não entendo como viver uma democracia sem aceitar a liberdade de expressão de todas as cores, não entendo uma democracia "a la teocracia cristã", não existe somente uma expressão ou proposta de vida, a natureza cria o possível e o homem dá história a essa natureza possível.
Defendo a família sim, o que acabou com a família, não foi modelos diferenciados surgidos atualmente (que nem são tão atuais assim 800 a.C. já existiam), o que acabou com a familia foi o divórcio, em sua desestrutura, descompromisso com o outro, enfim, o fim da familia foi denunciado pelo divórcio, defendo a familia sim e o que a destrói é o rompimento e fragmentação indidualizada e a partir do momento que num lar existe a vida fecunda de educação e o fundamental do bem viver, seja aí defendida a família e o valor da vida, aliás que "valor" é uma palavra que agrega per si um sentido de importância a algo, se queremos uma política com valores cristãos porque insistem no menosprezo das condenações se o próprio Cristo não veio para condenar?
Não entendo a postura de pessoas que protestam por o que não os afeta!
Não entendo qual mensagem cristã foi ouvida nos cultos, quando insistem no convencimento do discurso e não no testemunho!
Repito sou contra o aborto e por isso sou extremamente favorável a adoção!
Antes de defender uma vida que ainda não concebeu, adote um filho de algum abrigo, defenda a vida desses que já experimentam o peso de viver abandonados, eduque-se e eduque-os!
O que importa é dar a vida em abundância!
Somos brasileiros, mulheres e homens que não desistimos nunca, vivemos pelo que somos na realidade, além da idéia, ultrapassamos o ideal para cair na real, mas fundamentados pela ideologia que como um vento bom, sopra nos para frente, além de estatalmente laicos, somos ricamente diversos e múltiplos, rezamos a Deus, cremos na fraternidade e isso não depende do modo como oramos ou cremos, depende do modo como acolhemos o outro.
Diversidade de vidas garantiram à terra de santa cruz uma história rica, mesmo que a cruz tenha sido duas sagradas árvores centenárias deusas da aldeia, derrubadas por algum escravizado indígena e eregida como sagrado sinal que satisfez o desejo do senhor europeu que sequer considerou que tupinabás tivessem alma. Precisa se de um Brasil que continue a ser um país de todos!
Hasta la vitória siempre!
[VITA HABEANTE (não sei porque ainda insisto nesse latim)]

quarta-feira, agosto 18, 2010

Dia do SARESP na escola!

SARESP (Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo)
Desde o ano passado, quando ainda lecionava na Unidade Escolar Peixoto Gomide, fiz uma questão conjunta com os colegas do trabalho docente e gestão, afim de indagar o dirigente de ensino que nos deveria responder em video-conferência a toda delegacia de ensino sintonizada. Feita a questão pareceu nos a alegação que esta não estava dentro da perspectiva e motivo do evento, enfim, desiludido, confesso que não fui respondido. Resta me tirar as conclusões pelo consenso dos colegas e os próprios fato, avaliações e os trabalho das escolas que leciono.
Nesta última segunda-feira, 16 08 2010, refizemos os trabalhos de análises dos resultados dos SARESPs anteriores, em vista a coadunar os resultados bons e ruins ao trabalho educador do ensino oficial do Estado de são Paulo, enfim, uma falação, discursos e mais discursos que na prática não percebo resultado eficaz, em vista do tempo coletivo desprendido, acredito que seria melhor uma análise individualizada por cada docente de acordo com os resultados gráficos.
É interessante perceber como a instituição genuínamente formadora de gente, hoje, está moldada a "la empresa", parecem que as mostras gráficas e percentuais fazem diferenças, um bonito trabalho, um gráfico pra isto e outro gráfico pra aquilo, e no funfo no fundo, o fulaninho sentado na carteira ainda é semi-analfabeto já no terceiro ano do ensino médio (como queria pode dizer que isso é um exagero!).
Retomando uma reflexão assumida por minha alçada a um tempo, penso sobre o que é fundante de sentido pra um estado que quer formar a humanidade das pessoas e seus saberes, quando, por exemplo, a área de ciências humanas, mais especificamente Filosofia, tem o espaço de uma aula nas classes de segundo e terceiro ano do ensino médio, como converso com outros colegas, mal se dá o tempo de entrar na sala, fazer a obsoleta chamada, colocar a turma em ordem e explanar o tema inicial, isso levando em conta que se a indisciplina não existesse. O buraco, como diz o dito popular, ainda é mais embaixo, realmente não sei o que é mais inadequado, se o diário de classe (que para todos os efeitos deve ser bem elaborado, registrado sem rasuras e floriado pelo docente, afim de agradar os olhos dos superiores) que registra as ausências e notas (que as vezes nada adianta, porque cabem se recursos de todos o modos possíveis para promoção do aluno da escola pública hoje em dia) ou a prática da progressão continuada que funciona somente na França, ou seja, o Brasil não se adequa a moldes novos e desenvolvidos para outras realidades, não depende somente da boa vontade gestora, não é processo unilateral, requer uma pré-disposição de consciência de pais e o aluno, e isso a maioria não tem, muitos não tem nem uma base familiar bem estruturada. Como pensar um aluno que tenha autonomia de aprendizagem se o mesmo não vê necessidade, é desistimulado por ausência de perspectiva inclusive, enfim, como eu disse no início, tenho uma questão que ainda não foi respondida, aliás, algumas questões carentes de solução.
Segue depois deste parágrafo a transcrição da minha lauda manuscrita durante o "Dia do SARESP na Escola" e com ela as minhas lúdicas e sincera indagações:
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U. E. DESEMBARGADOR BERNARDES JUNIOR, DIRETORIA REGIONAL DE ENSINO DE ITAPETININGA - 8' 38'' - 16 08 2010
(... maldito vidro quebrado atrás de mim, está muito frio, eu mereço esse vento na nuca mesmo, é o carma profissional
...se não fosse cômico, seria trágico, as vezes olho para professores, alunos, gestores e funcionários e me desanimo, enfim, a escola do estado hoje em dia, se murar é hospício e se jogar uma lona por cima vira circo.)
DIA DO SARESP NA ESCOLA - Análise dos resultados anteriores em vista do futuro.
(futuro bônus cortado, futura licença saúde por patologia mental, futuro empréstimo no banco, futuro qualquer coisa, menos melhoria na educação e na vida dos que estão envolvidos nela pelo estado, aff, deixa eu tentar escrever algo mais útil)
(... esta seria a questão para o dirigente; se me deixassem fazer!)
Ao tocante da competência de ler, a dinâmica da Educação pauta equívocos. Ler bem não tem sido ler o que é bom. Parece que a gestão confunde se agradando com bonitos gráficos que denunciam mal desempenho. O plano da Educação do governo de são Paulo vem acompanhado do boletim do IDESP com desfavorecimento, confirmados pelos índices do SARESP, que denunciam significativa parcela de não evolução ou desempenho. Como pensar o exercício docente em favor do aluno insuficiente? O que é fundamental para a escola que confere o certificado de conclusão do curso de Ensino Médio aos alunos que não correspondem as expectativas delineadas na proposta curricular das competências e habilidades? O que é mais importante: ensinar um método de raciocínio que deriva exercícios de saberes ou uma aparente habilidade em domínio básico de competências forjadas em presença na sala de aula sem o mínimo de desempenho exigido para aprovação nas aulas?
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Bom, tendo findada minha escrita, resolvi colocar e expandir um pouco mais a reflexão aqui no blog.
Sabemos que existem níveis de resultados do SARESP, sendo eles descritos como: abaixo do básico, básico ou adequado e avançado ou como sugere um próprio site da Educação: Insuficiente, Adequado e Avançado, no entanto, considerando a nomenclatura distintiva de insuficiência, percebemos que ela beira a 1/3 dos alunos avaliados, aqui volto a questionar: o que é fundamental para uma escola que confere certificado de conclusão do Ensino Médio aos alunos que estão abaixo do básico, que estão insuficientes de concluir o curso médio? Que critérios adotar no exercício e dinâmica das escolas, mediante essas estastísticas e índices?

Seguem os resultados competentes ao ano de 2009 em porcentagens referentes as disciplinas de Lingua Portuguesa e Matemática:

                                    a)Insuficiente b)Adequado c)Avançado
Português:
4ª série do fundamental: a)20,9%   -   b)68,8%   -   c)10,3%
8ª série do fundamental: a)22,5%   -   b)75,1%   -   c)2,3%
3ª série do médio:          a)29,5%   -   b)69,8%   -   c)0,7%
Matemática:
4ª série do fundamental: a)30,3%   -   b)63,3%   -   c)6,3%
8ª série do fundamental: a)27,6%   -   b)71,2%   -   c)1,2%
3ª série do médio:          a)58,3%   -   b)41,2%   -   c)0,5%

Segundo um velho dito popular caipira, "não adianta culpar os burros quando cair no buraco, se quem dirige a carroça não sabe onde quer chegar", quem disse isso foi meu pai, que não tem certificado de conclusão de curso nenhum,  tendo feito o extinto curso primário da sua época (hoje equivale do primeiro ao sexto ano do ensino fundamental de educação básica) e ele não era avaliado pelo SARESP da sua época, enfim, se existe um instrumento de avaliação do próprio estado isso quer dizer que algo já contempla insuficiências!
Vale relembrar a tirinha que compara a escola ontem e hoje, não queremos voltar na escola do passado, queremos a qualidade de ensino do passado que não passa pela indisciplina das salas lotadas e o sucateamento da educação!
Parece-nos que temos tantos recursos e não sabemos usar em nosso favor, se pensarmos bem a impressão genérica é que não se quer um aluno desenvolvido, mas sim um alienado e entretido, um ser não questionador, descarregado da consciência pesada do concluir o curso e aprender pela ordem do fazer, sem compromisso com a sociedade e ainda mais a fundo, sem compromisso consigo mesmo, acostumado com o salário de fome entretido com seu celular, mp20 ou qualquer coisa que foi comprado afim de ser instrumento de comunicação e desenvolvimento e que tem tudo, wirelles, toca mp3, baixa videos, sms, messenger, acessa redes sociais, tira fotos com zilhões de mega pixcels, mas, falta uma coisa só, falta crédito, mas enfim, bobagem, o importante é entreter-se e não desenvolver se. É uma pena.
Fico por aqui, o que fazer com a escola? O que fazer com a consciência jovens? E o senso comum tem solução, quando o instrumento de emancipação humana, a escola, é como um parafuso espanado, é como um inferno que todos sabem que existe, mas geralmente não funciona?
É O FIM!

quinta-feira, julho 22, 2010

Que morte? A fé nos dá outra natureza.




Nesta semana, como costumeiramente, poderia dizer, diria que "perdi" uma ente querida, mas antes dessa afirmação, vem me a idéia de quanto somos atrelados ao existir pelo corpo e somente no corpo. Se a razão biológica pela sua inteligência nos garante como finitos animais humanos, a fé é a via que se conduz a outra natureza, quando recorro a fé, compreendo que a morte não mata, que em Deus a vida começa e não posso dizer que termina, mas sim que continua, não dizemos que a vida acaba, pois o crer dimensiona a esfera eterna, sem tempo e  não na substância, aqui, somente na consicência da esperança, acreditados do agora ao ainda não, do futuro eterno e se será fim, será no existir donde viemos ao para lá voltar e permanecer. Seria em vão imaginar o além daqui se a própria vida não fosse tão profunda. A completude da vida não pode assim morrer, se apagar, se destruir, parece me que a esperança vale pelo fato que a vida será mais completa e suplida de suas carências ou simplesmente ainda aqui, a vida não há de se guardar, a vida nos foi dada para amar e partindo desse germe, construiríamos a nova lei do viver feliz, um ideal de missão em preservar o tesouro, servindo a fé, a si e ao outro por ser fraterno, vida é fruto de amor forte, forte mais que a morte, que além da morte há uma nova morada para muitos. Nos momentos difíceis, quando silenciamos a presença fala mais, e quando não houver presença, o amor fará relembrar as histórias felizes que agora causam tristezas porque não serão mais possiveis aqui, porém essa ótica é a de quem fica, nessas horas difíceis a oportunidade que a ignorância dispõe a da escuridão mas, que se aclareada pela fé e seu conhecimento de esperança, transformará um caminho de luz que trará a vida nova. Enfim, o que concluo disso tudo é que diga o quanto você ama quem você e enquanto você está junto, pois uma verdade faz se amanhecer em nossa história, um dia nos separaremos dos que amamos, mas esperamos que não pra sempre.

quinta-feira, junho 24, 2010

Semiósis


Cada dia há um convencimento maior no meu pensamento!
Viver a intensidade deste agora é o que podemos. Amanhã não sabemos, toda sabedoria é finita neste instante, do passado com suas verificações e do futuro com suas incertezas há garantia ímpar que são convenções formalizadoras em vista da localização pessoal do tempo, mas não garante o presente, se este não for assumido com determinação pelas próprias forças, a areia que escorre entre os dedos não poderá ser segurada novamente, senão por outro ato que fará outro tempo, outra situação!
Garantir este meu hoje completo, pois o amanhã, se existir, acabará amanhã noutra manhã, certamente um dia não vejamos mais o dia, e de olhos fechados, encerramos noutras mãos a própria história, em si no ultimo fôlego, nos outros eterna na esperança do reencontro e na memória dos feitos, isso tudo não é triste, é o real, nenhum instante vale viver a mentira, temos pouco tempo de viver verdadeiros, nascemos para ele, o fim, o último, seja para uma vida nova seja para a finalização da consciência, aqui nada mais restará depois do sol, nossos métodos, signos e ópticas, levados ao niilismo ou impressos na plenitude. FIM

quarta-feira, junho 09, 2010

Vida, Margarida do bem-me-quer e do mal-me-quer em si mesma!

Ah, futuro! Pertencente do meu eu, da força deste braço e meu abraço, é meu passo, é meu riso e a lágrima que você não sabe por que verteu!
Compreendo que as realidades não dependem do querer ou da vontade do que me olha, que te olha ou do que opina sobre a vida que não é a própria!
Não sei onde estava meu pensamento quando elaborei essas frases, mas sei que a mescla da lágrima com o sorriso largo, já foram realidades na minha face.
Quanto as realidades da minha própria mente, já se fazem mesclas outras, mesclas de uma filosofia sitemática distante e outra fragmentada nestas linhas de pensamento, filtrada pela minha particularidade e forçadamente lógica pela sua universalidade como história racional, reservo me a tecer uma elaboração sobre meu ego individualista e pessoal.
Pensando sobre a minha realidade, percebo que houveram perdar enormes no caminho que trilhei, embora todo esse caminho estivesse numa perspectiva de sucesso, em vista de meta, em vista de um ponto, onde o sacrificio se fez justificativa do sofrimento instantâneo ao momento futuro.
Eu sei que gente aprende, isso é ser gente, aprender que confiança é uma perspectiva de errar ou acertar por querer ter olhos fechados, dar ao outro o domínio e a possibilidade que a partir da relação do afeto como instrumento de soma das vivências, exista um sucesso na elaboração do homem-integral, do homem-experiência-relação, isso quando refiro me ao outro, porque se quizer confiar em alguém confie em si mesmo primeiro, no mínimo que pode acontecer é verificar-se no próprio fracasso uma necessidade de reparar a incapacidade que nasceu como aparente erro.
Deixar ou não deixar que nos digam que acreditar no sonho que se tem, vale a pena ou não, ainda passa distante da realidade, permanece como idéia sem potencialidade, é algo vão, o melhor é sim estar diante do sonho com um vulcão dentro de si, borbulhando e erupindo-se em desejo e força de vontade para realizar esses sonhos, se disserem que meus planos não darão certo, confesso que não me sentirei melhor, mas além de tudo não precisa se de maior ignorância além da que se já tem, maior apontamento do peso de erros além do que ja se sente em si mesmo, enfim, confie em si mesmo, um dia a gente alcança, quem confia sempre alcança! Mesmo que seja jargão é verdadeiro.
As vezes falar de sofrimentos e lágrimas mescladas com sorrisos, pode dar impressão de um espírito carente de notabilidade, mas percebo que o interesse real em ser gente, em ser feliz, em ser sincero, ainda passa pela via da notoriedade sobre si por si mesmo, não é olhar os méritos do sofrimento que a vida fez consigo, é o avesso disso, é verificar os méritos próprios das superações que fizemos na vida quando os sofrimentos amanheceram nos nossos dias!
Sabe quem é a pessoa mais feliz? E felicidade aqui não tratamos de uma abstração do real, tratamos sim, como a melhor maneira de sobreviver aos assaltos dos instantes de querer bem em maior ou em menor gradação o momentos que se tem, transformando os em soluções, portanto, a pessoa mais feliz é você, é você quando está no melhor momento da sua vida, justamente por o melhor momento ser quando se está fazendo o que mais gosta, só se é feliz quando se faz na vida e da vida o que se gosta, o que se tem sede, um certo grau de ansia e vontade, quando a espera do acontecimento manifesta-se viceral,   quando se faz o que se ama, e quando assim se faz, já se faz porque sabe que disso desprenderá sucesso, sabe-se que se transmitirá aos atos da vida o que nela está implicitada em escolha de ser, renunciado de tudo o mais, para a exclusiva condição de ser feliz no que se faz pelo que se é, não aos exteriores, mas primeiramente a si e em si mesmo, é ser a parte de si em cada ato, em cada atitude, em cada existência [exist-encia: ex = prefixo que indica movimento para fora, além de, + encia = ente = ser, pessoa, algo], ir além da essencia, devir, de potência a ato, é libertar se em si, liberar se em si, deliberar de si aos outros o melhor, saber onde é o próprio lugar no mundo, não fazer nada por ninguém sem antes garantidamente esteja completo em si, curar se para estar disponível e com condições de curar melhor o outro, parece me que uma vida é plena somente quando fazemos o que amamos.
Ouça o som da sua própria voz, ouça agora, ouça o silêncio que lhe fala o coração, esse coração-razão, feche os olhos e enxerge o escuro, enxergue com os seus olhos mesmos, o certo, o errado e o correto, trabalhe duro para ser completo, em algum lugar está o seu lugar, todos queremos uma emoção, pague caro para continuar o jogo, mas continue, e seja vivo, alguns perderão e perderão justamente por não quererem viver, podemos por vezes sepultar nos em vida, é simples morrer, é só não querer viver, mas querer viver inteiro é complexo [completi = completo], não é fazer se parte nos dias, é estar todo no instante, não é responder perguntas erradas, é esquecer o "por que?", perguntinha mesquinha e infértil, sepultadora, é sim verificar e escolher onde pisar o próximo passo, firme, livre, mostrar a sua face aos fatos, ou seja, encarar os fatos, enfim, pensar no como fazer bem e seguir! Só se anda pra frente! Não pare de acreditar.

sexta-feira, maio 21, 2010

Vida sintética?

Essa é a nano-imagem do desenvolvimento de um feto, em seis dias da fecudanção, agrupando se à parede do utero. Isso é vida possível!
E diante da novidade, do inédito, como, por exemplo, hoje, a recente notícia da criação de uma célula sintética, mesmo leigo, me sobra uma questão!
O QUE É A VIDA?
Observe a sintese da notícia.
Grupo nos EUA fabrica 1ª célula sintética e pense comigo, não é ainda vida artificial criada do zero, mas é quase.
Após 15 anos de esforços e gastos de US$ 40 milhões, cientistas nos EUA construíram a primeira célula viva sintética.
Trata-se de uma bactéria cujo DNA foi inteiramente sintetizado a partir de informações contidas num computador e depois inserido num micróbio "oco", sem DNA. Este foi "reinicializado" e passou a se replicar, dando origem a colônias de células sintéticas.
"É a primeira espécie que se replica que tivemos neste planeta cujo pai foi um computador", diz o líder da pesquisa, o americano Craig Venter.
O polêmico cientista e empreendedor, famoso por ter liderado o esforço privado de sequenciamento do genoma humano (o dele próprio) na década passada, não economizou palavras sobre o feito: "estamos entrando em uma era limitada apenas pela nossa imaginação".
"É um passo importante tanto cientificamente como filosoficamente. Certamente mudou minhas visões das definições da vida e de como a vida funciona", declarou o pesquisador, cujo trabalho foi publicado on-line ontem pela revista "Science".
"O feito de Venter parece liquidar o argumento de que a vida requer uma força ou um poder especial para existir. Na minha visão, isso o torna um dor feitos científicos mais importantes da história da humanidade", disse o bioeticista Arthur Caplan, da Universidade da Pensilvânia. Ele comentou o estudo para a revista "Nature". Outros cientistas veem o feito com mais cautela. Para o Nobel de Medicina David Baltimore, Venter "superestimou a importância" do trabalho. Para Baltimore, trata-se de uma façanha técnica, mas não de uma revolução conceitual.
Para que serve
A criação de micróbios com genomas sintéticos serviria para facilitar a produção de vacinas, para a produção de combustíveis ou para sequestrar gás carbônico do ar.
A ideia é levar a engenharia genética ao extremo, construindo DNA que permitisse à criatura produzir proteínas que não produziria de outra forma.
Venter e seus colegas partiram da sequência do genoma (o conjunto dos genes de uma criatura) conhecido de uma bactéria e montaram uma versão sintética, "como quem tem uma caixa de Legos e tem de montá-los na ordem correta".
Duas bactérias parecidas foram usadas. A equipe sintetizou o genoma da espécie Mycoplasma mycoides, com alguns acréscimos e cortes para servir como forma de identificação (por exemplo, fazendo a bactéria ficar azulada), e transplantou os genes artificiais na sua "prima" Mycoplasma capricolum. Ou seja, apenas o genoma era sintético, não a célula toda.
O grande feito foi fazer o genoma sintético "religar" a célula e transformá-la em uma nova espécie. Venter compara o trabalho com computação. O que a equipe fez foi trocar o "software" do sistema operacional e fazer um computador inoperante voltar a funcionar.
A espécie artificial foi batizada como Mycoplasma micoides JCVI-syn1.0, sigla para "organismo sintético do James Craig Venter Institute 1.0".
Venter e seu colega Daniel G. Gibson primeiro trabalharam com uma bactéria com o menor genoma conhecido, a Mycoplasma genitalium, com 600 mil "letrinhas" (as bases químicas do DNA) e 500 genes.
Em 2008, eles já tinham conseguido criar um cromossomo artificial com essa bactéria. Mas, como a M. genitalium demora para crescer, Venter trocou a bactéria por uma com genoma maior (1 milhão de bases), mas de crescimento bem mais rápido, a M. mycoides.
O pesquisador fundou a empresa Synthetic Genomics para comercializar eventuais aplicações das pesquisas.
Reações
Ambientalistas reclamaram da pesquisa ontem. A ONG Amigos da Terra rogou a Venter que parasse suas pesquisas enquanto não houvesse regulamentação do governo dos EUA sobre micróbios sintéticos.
O medo é que essas novas criaturas escapem para o ambiente. Venter diz que seu trabalho tem sido analisado por comitês de ética acadêmicos e governamentais desde 1995.

quarta-feira, maio 05, 2010

Temporâneo


A vida é o cultivo dentro de uma estufa, denunciando que somos frágeis adquiridores de capacidades. Brotando, ferindo, marcados com cicatrizes, eliminando pragas e sofrendo as demoras de nossas curas biológicas, a natureza nos dá os momentos e nós denominamos as estações, convencionamos o tempo.
O que seria o tempo se imaginado em faces de presente, passado e futuro?
O passado não existe mais, o futuro ainda não chegou e o presente é um instante que já passou!
Tempo é a história de cada homem reprodutor das falhas do primeiro humano?
Tempo é o todo histórico diversificado no humano em níveis de potencializações tecnológicas?
Tempo é real ou ideal?
Somos o que sempre quizemos ou somos o que pudemos ser?
Pensar no tempo e em si, parece um comunicar da realidade singular, particular e irrepetível ao instante que nos consuma, podendo nos parecer perfeitos em nascer e morrer.
Pensando melhor o tempo é ir e voltar, podendo se estar num desses dois extremos, mas não no presente nuclear dos atos.
Somos atônitos diante do tempo, criamos e esquecemos como dominar, buscamos a todo instante aprender a prática do seu dominio, dialogando com lembranças e sonhos.
"Nada como um dia após o outro", ops, parece que quero ver minhas covardias passarem rápidas quando falo assim!
Será que acostumamos, por dizer de formas diferentes, que nada é melhor que o caminhar rumo para a morte que consumará nossos enfrentamentos, ou estamos desanimados demais para enfrentar o fato que nascemos para nossas competências trágicas e cômicas?
Parece que trocamos nossas habilidades pela idéia moral, do politicamente correto, entramos numa gaiola dourada, falseável por ser em partes oposta ao real, proibidor da desconstrução e construção de identidade.
Somos o devir em ir e vir, sem permanecer no núcleo, epicentro e paralelo às partes que nos confrontam!
Reitero, todos nós temos uma máquina do tempo, as lembranças nos levam ao passado e os sonhos nos levam ao futuro!
Somos GENTE que SE LÊ em maior ou menor intensidade, somos a própria INTE-LI-GÊNCIA.