quinta-feira, maio 27, 2010
O Beijo - Vick Muniz - Dia Mundial da Luta Contra a AIDS 27 05 2010
Cerca de 1.200 pessoas reuniram-se no dia 20 de setembro de 2009 para lutar contra o preconceito e o estigma de quem tem aids. O fotógrafo e artista plástico de renome internacional Vik Muniz fotografou seis mosaicos formados cada um por cerca de 600 soropositivos e solidários à causa. Uma nova imagem surgiu a partir de várias outras pequenas. Essa é a maior característica do trabalho do paulista radicado em Nova York. A ação faz parte da campanha do Dia Mundial de Luta contra a Aids de 2009, organizada pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, pelo Centro de Referência e Treinamento de São Paulo e pelo Programa Municipal de DST e Aids de Guarulhos e com o apoio de várias organizações locais.
Os voluntários seguraram cartões coloridos para formar imagens de beijos, símbolo universal do amor e da solidariedade. Essa será a primeira obra de Vik Muniz sobre o tema HIV/Aids. O resultado ficará exposto no MASP, Museu de arte de São Paulo. As fotos dos mosaicos foram tiradas no Ginásio Pascoal Thomeu (Guarulhos/SP).
VEJA O VIDEO!
http://www.youtube.com/watch?v=e68kNq8EC-k&feature=related
Fenomenologia da religião. Crentes e Antiteistas. Moral, Fé e Vivência social da diversidade. Ligar? Re ligar? Des ligar?

O que tenho visto?
Perguntei a uma amiga porque preferia não ser religiosa e percebi que a religião, por vezes, não é bem vista por não ser bem vivida e assim testemunhada.
Acredito que Friedrich Nietzsche, quando escreve "bradamos em alto e bom tom! viva! Deus está morto", ele vivencia essa mesma visão da ausência do bom testemunho.
Percebi que a realidade vai além das teorias religiosas, que a religião existe do ideal e não se liga ao real, como deveria. Impressiona que a religião vive do que deveria ser e não do que é em ato e fato, aparenta que os crentes não vivem da misericórdia pelo lado dos miseráveis, há excessões, mas ainda parece que além de não serem miseráveis, existem os que também não são misericordiosos. Fala-se dos corações de pedra e dos corações de carne, mas por vezes petrificam o outro apontando o erro, ou se quizer uma linguagem adequada ao assunto, apontando o pecado (que, etimologicamente, quer dizer "errar o alvo") em vez de irmanar se na dor, em vez de tirar lhe o peso, o sobrecarregam com o apontamento da falha. Neste ponto, não entendo, por que dessas posturas, se muitos dos enviados, messias, mentores, cristos e avatares, trouxeram ensinamentos ao contrário dessas atitudes, a religião é uma promoção de ser humano, de fazê-lo melhor nas suas realidades!
Por que pensar em ser melhor que o outro por ser religioso?
Eu acredito nos atos que religam e promovem, e não nos abortos causados pelo ideal do que deveria ser e não é!
Por que ser crente (em sentido amplo do que tem fé instituida), para alguns, carrega o sentido de ser triste, deslocado socialmente, semblantes abatidos, descuidados da boa aparência física, inteligências estreitas e bitoladas, que deve viver assutando se com realidade humanas já conhecidas, que não admitindo-as e tê-las como necessidade de julgar e condenar, tudo isso no tribunal instalado na própria mente e própria maneira de julgar o que é o certo.
Sabemos que existem Tabus, e numa pesquisa rápida você verá que a definição linguistica do termo, tem significado extenso, mas, em geral, significa que uma coisa é proibida, ramificando-se em duas direções opostas: por um lado significa consagrado, sagrado, por outro, significa misterioso, perigoso, proibido e imundo. Por exemplo, Jesus quebra os tabus da sua sociedade. Sabemos que os enviados vieram para quebrar o Tabu, mas os seguidores alimentam posicionamentos que mantém e sustentam o Tabu, julgam o certo pelo próprio jeito de viver, correndo o risco do critério particularizado, o critério inválido e errôneo!
Existem ocasiões que parecem nutrir a antipatia de ditos crentes, por algumas pessoas, que simplesmente estão no mesmo ambiente. Por aparência, visões individualizadas querem sobrepor ao gênero e natureza comum, e segundo um amigo, a raiz do mal está na antipatia, que leva me a condenar as posturas dos diferentes, identificando outros que comungam dessa mesma antipatia e nutre-se com esse outro, um diálogo unilateral do teoria do certo como contrário ao que foi visto no diferente, ou seja, dois antipáticos, comunam fofocas e criam o erro no outro. Há uma ausência de reflexão, prima se pelo senso comum.
Vivemos de uma sociedade diversa, mas parece que ser crente e religioso as vezes é afastar se desse meio social afim de não se contaminar. Como, então, transformar pra melhor esse caos social? Se Jesus não se identificasse com os maginais, como por exemplo os pastores, Jesus se comunica como pastor e bom, se ele não fosse atrás dos que eram periféricos e não "prestavam" e os dessem sentido novo de viver, existiria cristianismo?
Em outro extremo, percebo em alguns aliviando o fardo dos desfavores cotidianos e dos próprios erros justificando como obra do diabo, daqui uns dias vão apregoar que ser pobre e sofrer é coisa do capeta também, o diabo que recebeu na idade média a figura monstruosa com rabo, chifres, hoje está mais para um "palhaço, caricato e parceiro" incorporando e desincorporando nos fiéis pentecostais nas sessões dos descarregos e outras formas de culto, exorcistas banais, isso tudo sem contar as barbáries que os cristãos pentecostais fazem com a questão da fé, ja vi e ouvi tanta coisa, desde "igreja" que "Jesus desce o pau no diabo", a "do cuspe de Cristo", é, esses são os nomes das ditas igrejas, que mais aparentam, na maioria, ser uma antigo boteco, já ouvi dizerem que Candomblé e Macumba é coisa do diabo, sem sequer conhecerem ou estudarem as religiões africanas que se originaram nas religiões do Egipto Antigo, aliás, vivemos a religião da novidade, por exemplo a religião Egípcia tem mais de 4 mil anos de existência, em comparação ao Cristianismo são dois mil anos a mais, dentre outras questões, como em ordem moral já ouvi pastores dizendo que o homo-afetivo, o vulgo, gay, é maldito e vai pro inferno simples assim; não seria correto acolher e ajudar?
Por que não desenvolver uma educação que promove cuidados com o outro? Por exemplo articulações sobre o tema da AIDS, em resposta a uma ética de exclusão pela ética da solidariedade, em vez de promover consciêcia de preconceitos!
Comunhão e promoção humana; não era essa a proposta da religião?
Se realmente ser religioso é adotar posturas de repressão, condenação moral, de fechamentos, de não promover nada além de uma aparência de compromisso, se for essa coisa de cooperar com quantia financeira em culto, me aliviando o ego que justifica os "conceitos" sobre o que é certo, por que ser religioso?
Voltando ao assunto nuclear desse post, que era o discurso da minha amiga atéia, percebo que a sociedade é democrata, pelo menos na questão religiosa, se bem que, as vezes, querem apregoar leis teocratas em questões política, e de tão diversas vozes, em vez de ganhar, perdeu qualidade, justificando que muitos querem ganhar dinheiro e não qualidade, enfim, o discurso da cidadã é de quem olha e vê uma religião de fora para dentro.
Se bem que o que tem haver essa visão? Se é algo bom, que deve ligar o ser a algum sentido bom [re-ligare], deve aparentar algo bom de todos os lados, mesmo para quem olha de fora! Era assim pelo menos no início da comunidade de Jesus, quando os pagão exclamava, "olhem como eles se amam!" Se bem que até eu que conheço, por vezes não enxergo isso, mas, encurtando o discurso, seguem os argumentos aparentemente nietzschianos, mas não nihilistas!
As vantagens de não ser religioso:
"Você fica com 100% do que ganha, não precisa ir a missa toda semana, dá para ver uns 25 filmes a mais por ano, não precisa ajoelhar e contar seus podres para alguém pior, pode usar pílula e camisinha, se seu casamento não der certo você pode tentar outra vez, sem culpa, ao invés de rezar e esperar por ajuda você se esforça mais e consegue as coisas, como não se preocupa com vidas passadas ou futuras, vive melhor esta, pode ser bom e justo por opção e não por ter sido ameaçado por deuses e pastores, pode fazer o que quiser no sábado, inclusive ver TV, andar de carro e de elevador, comer carnes, jejum só na dieta ou para fazer exame de sangue, as mulheres podem se depilar, usar roupas menos bregas, seguir leis atuais de acordo com a sociedade que vivo e não as leis escritas há milhares de anos por peregrinos do deserto que me condenaram por ser gay hoje, sem mesmo imaginar que eu existiria, as 17hs pode tomar um chá ou café ao invés de procurar a direção de Meca para orar, sendo mulher não preciso dizer amém a tudo que o marido faz, me esconder em burcas, você não precisa acreditar em maçã do pecado, cobra que fala, mar que se abre, virgem que dá a luz, anjo que traz recado e pra finalizar posso ser livre, se posso escolher em que acredito. Seja livre, seja Ateu".
Julgar e condenar ou adotar outra postura, o que a fé indica?
Diante disso tudo o que tem sido a sua religião e o que tem sido o critério de alimentar a fé, o que você tem feito para que seja um bom sentido?
segunda-feira, maio 24, 2010
Majestosa Bethânia
Iniciar a semana sempre é uma batalha e permanece sendo uma outra batalha até o fim dela. É por vezes matar um leão por dia!
Há finais de semana que a vontade de ir além do limite do óbvio, impulsiona o sucesso necessário pra se acreditar que vale a pena sonhar. JCA
Pensando em Quixote del La Mancha e todo seu modo de viver, revivi momentos nesta letra perfeita.
Deileite-se!
Acesse e reflita se tiver coragem e faltar ânimo [Sabe que quer dizer ANIMA?]!
http://www.youtube.com/watch?v=HXVOpq96UX8&feature=related
sábado, maio 22, 2010
O professor está sempre errado!
O material escolar mais barato que existe na praça é o professor!
É jovem, não tem experiência;
É velho, está superado!
Não tem automóvel, é um pobre coitado;
Tem automóvel, chora de "barriga cheia'!
Fala em voz alta, vive gritando;
Fala em tom normal, ninguém escuta!
Não falta ao colégio, é um 'caxias';
Precisa faltar, é um 'turista'!
Conversa com os outros professores, está 'malhando' os alunos;
Não conversa, é um desligado!
Dá muita matéria, não tem dó do aluno;
Dá pouca matéria, não prepara os alunos!
Brinca com a turma, é metido a engraçado;
Não brinca com a turma, é um chato!
Chama a atenção, é um grosso;
Não chama a atenção, não sabe se impor!
A prova é longa, não dá tempo;
A prova é curta, tira as chances do aluno!
Escreve muito, não explica;
Explica muito, o caderno não tem nada!
Fala corretamente, ninguém entende;
Fala a 'língua' do aluno, não tem vocabulário!
Exige, é rude;
Elogia, é debochado!
O aluno é reprovado, é perseguição;
O aluno é aprovado, deu 'mole'!
É, o professor está sempre errado...
Mas se você conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!!!
É jovem, não tem experiência;
É velho, está superado!
Não tem automóvel, é um pobre coitado;
Tem automóvel, chora de "barriga cheia'!
Fala em voz alta, vive gritando;
Fala em tom normal, ninguém escuta!
Não falta ao colégio, é um 'caxias';
Precisa faltar, é um 'turista'!
Conversa com os outros professores, está 'malhando' os alunos;
Não conversa, é um desligado!
Dá muita matéria, não tem dó do aluno;
Dá pouca matéria, não prepara os alunos!
Brinca com a turma, é metido a engraçado;
Não brinca com a turma, é um chato!
Chama a atenção, é um grosso;
Não chama a atenção, não sabe se impor!
A prova é longa, não dá tempo;
A prova é curta, tira as chances do aluno!
Escreve muito, não explica;
Explica muito, o caderno não tem nada!
Fala corretamente, ninguém entende;
Fala a 'língua' do aluno, não tem vocabulário!
Exige, é rude;
Elogia, é debochado!
O aluno é reprovado, é perseguição;
O aluno é aprovado, deu 'mole'!
É, o professor está sempre errado...
Mas se você conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!!!
sexta-feira, maio 21, 2010
Vida sintética?
Essa é a nano-imagem do desenvolvimento de um feto, em seis dias da fecudanção, agrupando se à parede do utero. Isso é vida possível!
E diante da novidade, do inédito, como, por exemplo, hoje, a recente notícia da criação de uma célula sintética, mesmo leigo, me sobra uma questão!
O QUE É A VIDA?
Observe a sintese da notícia.
Grupo nos EUA fabrica 1ª célula sintética e pense comigo, não é ainda vida artificial criada do zero, mas é quase.
Após 15 anos de esforços e gastos de US$ 40 milhões, cientistas nos EUA construíram a primeira célula viva sintética.
Trata-se de uma bactéria cujo DNA foi inteiramente sintetizado a partir de informações contidas num computador e depois inserido num micróbio "oco", sem DNA. Este foi "reinicializado" e passou a se replicar, dando origem a colônias de células sintéticas.
"É a primeira espécie que se replica que tivemos neste planeta cujo pai foi um computador", diz o líder da pesquisa, o americano Craig Venter.
O polêmico cientista e empreendedor, famoso por ter liderado o esforço privado de sequenciamento do genoma humano (o dele próprio) na década passada, não economizou palavras sobre o feito: "estamos entrando em uma era limitada apenas pela nossa imaginação".
"É um passo importante tanto cientificamente como filosoficamente. Certamente mudou minhas visões das definições da vida e de como a vida funciona", declarou o pesquisador, cujo trabalho foi publicado on-line ontem pela revista "Science".
"O feito de Venter parece liquidar o argumento de que a vida requer uma força ou um poder especial para existir. Na minha visão, isso o torna um dor feitos científicos mais importantes da história da humanidade", disse o bioeticista Arthur Caplan, da Universidade da Pensilvânia. Ele comentou o estudo para a revista "Nature". Outros cientistas veem o feito com mais cautela. Para o Nobel de Medicina David Baltimore, Venter "superestimou a importância" do trabalho. Para Baltimore, trata-se de uma façanha técnica, mas não de uma revolução conceitual.
Para que serve
A criação de micróbios com genomas sintéticos serviria para facilitar a produção de vacinas, para a produção de combustíveis ou para sequestrar gás carbônico do ar.
A ideia é levar a engenharia genética ao extremo, construindo DNA que permitisse à criatura produzir proteínas que não produziria de outra forma.
Venter e seus colegas partiram da sequência do genoma (o conjunto dos genes de uma criatura) conhecido de uma bactéria e montaram uma versão sintética, "como quem tem uma caixa de Legos e tem de montá-los na ordem correta".
Duas bactérias parecidas foram usadas. A equipe sintetizou o genoma da espécie Mycoplasma mycoides, com alguns acréscimos e cortes para servir como forma de identificação (por exemplo, fazendo a bactéria ficar azulada), e transplantou os genes artificiais na sua "prima" Mycoplasma capricolum. Ou seja, apenas o genoma era sintético, não a célula toda.
O grande feito foi fazer o genoma sintético "religar" a célula e transformá-la em uma nova espécie. Venter compara o trabalho com computação. O que a equipe fez foi trocar o "software" do sistema operacional e fazer um computador inoperante voltar a funcionar.
A espécie artificial foi batizada como Mycoplasma micoides JCVI-syn1.0, sigla para "organismo sintético do James Craig Venter Institute 1.0".
Venter e seu colega Daniel G. Gibson primeiro trabalharam com uma bactéria com o menor genoma conhecido, a Mycoplasma genitalium, com 600 mil "letrinhas" (as bases químicas do DNA) e 500 genes.
Em 2008, eles já tinham conseguido criar um cromossomo artificial com essa bactéria. Mas, como a M. genitalium demora para crescer, Venter trocou a bactéria por uma com genoma maior (1 milhão de bases), mas de crescimento bem mais rápido, a M. mycoides.
O pesquisador fundou a empresa Synthetic Genomics para comercializar eventuais aplicações das pesquisas.
Reações
Ambientalistas reclamaram da pesquisa ontem. A ONG Amigos da Terra rogou a Venter que parasse suas pesquisas enquanto não houvesse regulamentação do governo dos EUA sobre micróbios sintéticos.
O medo é que essas novas criaturas escapem para o ambiente. Venter diz que seu trabalho tem sido analisado por comitês de ética acadêmicos e governamentais desde 1995.
sexta-feira, maio 14, 2010
A Ditadura acabou?
Subscritores(as) do Manifesto Contra a Anistia aos Torturadores!
Cada um dos 21 mil subscritores deu a sua contribuição para o fortalecimento da democracia e o manifesto foi juntado ao processo com todas as assinaturas, mas, lamentavelmente, o Supremo Tribunal Federal negou punição para os torturadores da ditadura.
Os ministros Carlos Ayres Britto e Ricardo Lewandowski votaram favoravelmente à punição e disseram que os crimes comuns não podem ser beneficiados pela anistia.
A decisão do STF foi na contramão do fortalecimento do sistema democrático, de respeito aos direitos humanos, ao contrário das ações dos outros países da América Latina e em choque com as decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos/OEA, do qual o Brasil faz parte e que tem audiência marcada para os próximos dias 20 e 21 de maio, no primeiro caso da ditadura militar brasileira.
Convidamos todos e todas a estarem presentes no ATO PÚBLICO para manifestarmos pelo fim da impunidade dos torturadores.
Dia: 18/05/2010 às 14h30
Local: Pateo do Colégio (estação Sé ou São Bento do Metrô), em São Paulo
Temos à frente o julgamento a ser realizado pela Corte e o Estado brasileiro, que assumiu compromissos internacionais, poderá construir um país, em que a dignidade humana seja efetivamente um valor.
A impunidade da tortura de ontem fomenta a tortura de hoje.
Contamos com sua presença!
Convide seus amigos e familiares!
Avise no seu twitter, blog, etc.
Comitê Contra a Anistia aos Torturadores
[e-mail, por Cláudio]
quarta-feira, maio 12, 2010
Lula, lá não!
A visita do presidente Lula ao Irã - que acontece no próximo sábado - não está passando em branco. Pelo menos para os ativistas LGBTs de Brasília. Nesta segunda-feira 10, manifestantes protestaram na inauguração do prédio da Embrapa simulando um enforcamento com a bandeira arco-íris durante toda o pronunciamento do presidente. No Irã, homossexuais são punidos com a morte.
“O direito humano básico, que é o direito a vida, é violado diariamente no Irã e não podemos deixar isso passar despercebido”, afirmou o presidente do Estruturação, Julio Cardia, que participou do ato. E esta foi apenas uma das ações. Durante toda a semana, os protestos irão continuar. A entidade LGBT colhe, também, assinaturas dos cidadãos brasileiros que não aprovam esse encontro, através do site http://www.lulalanao.com/
Incentivos para exercer o professorado do ensino médio no estado de São Paulo.
Ser professor é socializar o saber, é construir, juntamente com o discente, um conhecimento que valorize o meio em que atua.
Por isso, destacar-se-ã o 7 motivos para incentivar, você leitor, a ingressar nessa brilhante carreira.
Leia-os com atenção e anote todos os detalhes:
1. Estude muito e leia bastante, principalmente a vida de São Francisco de Assis; lembre-se de que você também terá que fazer um voto eterno de pobreza;
2. Prepare-se para manejar certos instrumentos, como o giz e o apagador. Para tal, orientamos o personal stylest de Michael Jackson; você precisará de luva e máscara durante as aulas;
3. Manter-se em forma não será problema para você; com o corre-corre de uma escola para outra, você estará evitando o sedentarismo; com o salário que receberá, não precisará fazer regime; e caso precise complementar a cesta básica do mês, você ainda pode ter o privilégio de usar o TÍCKET DE 4 REAIS;
4. O educador é o único que pode acumular cargos: além de ministrar aulas em 3 ou 4 colégios/faculdades/ universidades diferentes, ainda sobra tempo para ser sacoleiro, levando para as escolas os últimos lançamentos do Paraguai ou sendo importante representante de empresas como a AVON, NATURA, a HERMES e a SHOPPING MAIS;
5. A formação continuada do professor é algo bastante importante e valorizada pelo governo. Com sorte, você será selecionado para ficar em um grande e luxuoso hotel como o IAT, desfrutar de ótimas instalações e saborear um cardápio variado; tudo isso com uma localização privilegiada e com vista para o ma...to;
6. O local de trabalho deve ser evidenciado: o educador, quase sempre, trabalha em escolas-modelo, cujo slogan é a fartura: [em sentido reginal acaipirado] 'farta' limpeza, 'farta' funcionário, 'farta' material didático, enfim, 'farta' tudo; e por incrível que pareça 'farta' educação.
7. Por fim, você desfrutará de um plano de saúde de ótima qualidade, cuja eficiência é demonstrada nos consultórios psiquiátricos repletos de professores que, ao completarem a idade e o tempo de serviço, já se encontram fatigados pelo trabalho, sugados pelo sistema e em pleno desmoronamento físico além do mental.
Assim, depois de ler essas sete dicas, não perca a oportunidade e não desista: O nosso lema é:
'PAGUE PARA ENTRAR, REZE PARA SAIR'.
Aos que já se encontram desfrutando desse 'néctar' que é ser professor, nossos parabéns, você é persistente e capaz. Possivelmente, não terá recompensa aqui na terra, mas é certo que já tenha adquirido lugar privilegiado.
[e-mail, pela prof. C. Rael]
Carta aberta a Alexandre Garcia - uma carta contra o preconceito.
“Em resposta a uma ética da exclusão, estamos todos desafiados a praticar uma ética da solidariedade” (Betinho)
Prezado Alexandre Garcia,
Sou Toni Reis, professor, especialista em sexualidade humana, mestre em filosofia na área de ética e sexualidade, e doutorando na área de educação sexual. Trabalho com HIV/aids desde 1985. Defendo a liberdade, a igualdade e o respeito à diversidade humana. Defendo também a livre expressão da imprensa, desde que não incite preconceito, discriminação e violência.
Você é um dos jornalistas mais renomados do Brasil na área política, reconhecido e premiado nacional e internacionalmente. Você é um grande formador de opinião e com certeza já está na história do jornalismo brasileiro.
Contudo, chegou até mim a sua fala na CBN no dia 7 de maio, aqui transcrita:
“... o Ministério da Saúde está estimulando agora a pessoa com HIV a engravidar. Eu duvido que o MS vá fazer uma ‘cesária’ pela terceira vez em uma mulher com HIV e respingar sangue nele (MS) para ver o que vai acontecer. É uma maluquice, estão fazendo brincadeira com a saúde...” (http://cbn.globoradio.globo.com/colunas/mais-brasilia/MAIS-BRASILIA.htm)
Sinto-me obrigado a escrever esta carta como consequência de suas declarações. Nas palavras da minha falecida mãe, quando eu errava, ela falava para mim “você está jogando água fora da bacia”. No meu entendimento, como pessoa que está trabalhando com a questão do HIV/aids desde 1985, quero dizer que você jogou água fora da bacia e respingou a água suja do preconceito em muita gente. Quero dizer que atitudes como esta reforçam o preconceito e o estigma contra as pessoas que vivem com HIV/aids.
Relembro o Art. 2º do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, que diz “a divulgação de informação, precisa e correta, é dever dos meios de comunicação pública.” Com esta frase você fez um desserviço à profissão de jornalista e, pior, expressou uma visão anticientífica e infundada, que incentiva condutas discriminatórias e leva informações errôneas à população em geral, além de ser machista em culpar a mulher e negar-lhe os direitos sexuais e reprodutivos. Infelizmente, não é a primeira vez que você faz esta mesma afirmação.
É preciso se basear em informações atualizadas. Foi implantado em Curitiba há 11 anos (em 1999) o pioneiro Programa Mãe Curitibana, de prevenção à transmissão vertical do HIV (da mãe HIV positiva para o bebê), de modo que caiu para em torno de 1% esta forma de transmissão. E este programa é referência e foi replicado no país inteiro. Assim, com acesso à atenção médica e medicação durante a gravidez e o parto e no período pós-parto, as mulheres HIV positivas podem engravidar e ter filhos HIV negativos. A aids é uma doença crônica que hoje tem tratamento e é um direito das mulheres HIV positivas que assim querem ter filhos. O direito à maternidade deve ser para todas as mulheres, inclusive as mulheres HIV positivas.
Para seu conhecimento, existem normas de biossegurança em todo o Sistema Único de Saúde. Todo profissional de saúde sabe que deve segui-las e utilizar os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) com todos os usuários, de forma indiferenciada. Caso haja um acidente, há tratamento emergencial.
No início dos anos 1980, o preconceito quando a aids surgiu era tanto que foi chamada de “câncer gay” Eu como gay na época me senti o próprio sinônimo da doença. Para vencer minha ignorância, fui me informar, estudar e percebi que eu estava sendo iludido por uma mídia despreparada e preconceituosa. Felizmente, parte da mídia já mudou.
O Ministério da Saúde, através do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, vem cumprindo – sim – seu dever constitucional, e tem sido referência mundial na assistência e na prevenção do HIV/Aids, por ter uma política baseada nos direitos humanos, na dignidade humana e no respeito aos direitos sexuais e reprodutivos.
Sua fala não foi de bom tom. Sério, Alexandre Garcia, profissional que admiro. Sugiro a você buscar informações corretas sobre o assunto.Estamos à disposição. Quero dizer que hoje no Brasil temos em torno de 700 organizações não governamentais que trabalham com o HIV/aids e os direitos humanos das pessoas que vivem com HIV/aids. Queremos contar com você como aliado para defender os direitos humanos, inclusive os direitos sexuais e reprodutivos, de todas as pessoas, em especial as mulheres que vivem com HIV/aids.
As pessoas vivendo com HIV/aids, assim como todo mundo, merecem respeito, dignidade e carinho. Por um mundo sem violência, sem discriminação e sem preconceito.
Nas palavras do Betinho, “a aids não é mortal, mortais somos todos nós. A aids terá cura, e o remédio hoje é a solidariedade.”
Alexandre Garcia, convido você a ser solidário às pessoas que vivem com HIV/aids.
Curitiba, 08 de maio de 2010
Toni Reis
[Por Toni Reis]
quinta-feira, maio 06, 2010
Você conhece o projeto Ficha limpa?
Você pode protestar.
A lista abaixo mostra quem são os deputados que encabeçam a Comissão de Constituição e Justiça, seguida pela ficha que eles têm. Excelências, da Transparência Brasil.
Envie um e-mail para eles dizendo "Tenha vergonha na cara e não aprove o recurso suspensivo no projeto Ficha Limpa".
Relator do projeto José Eduardo Cardozo (PT-SP): dep.joseeduardocardozo@camara.gov.br e twitter @deputadocardozo
Não possui citações na Justiça e nem em tribunais de contas. Já andou dizendo que não pretende concorrer à reeleição. Teoricamente não tem nada a perder com um projeto mais duro. Pretende entregar seu relatório na próxima quarta-feira.
Presidente Eliseu Padilha (PMDB-RS): dep.eliseupadilha@camara.gov.br
STF Inquérito Nº2741/2008 - Investigação sobre envolvimento em desvios e fraudes licitatórias em municípios do Rio Grande do Sul.
STF Inquérito Nº2097/2004 - Crimes praticados por funcionários públicos contra a Administração, corrupção passiva; reautuação da Petição Nº2996/2003.
TCE-RS Recurso de Reconsideração Nº0093-02.00/98-5 - Manteve condenação de Padilha ao pagamento de multa de R$ 700,00, por irregularidades na prestação de contas da Secretaria de Estado do Trabalho, Cidadania e Assistência Social, referente ao exercício de 1995.
TRE-RS Cobrança de Multa Eleitoral Nº742003/2002 - Cobrança de multa eleitoral no valor de R$ 5.320,50.
TRE-RS Execução Fiscal Nº26 - Cobrança de multa eleitoral.
1º Vice-Presidente Colbert Martins (PMDB-BA): dep.colbertmartins@camara.gov.br
TRE-BA Prestação de Contas Nº1291/2002 - Desaprovada a prestação de contas de sua campanha em 2002. O processo está arquivado.
2º Vice-Presidente Rodovalho (PP-DF): dep.rodovalho@camara.gov.br
Conselheiro da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) (2002-2006). Secretário estadual do Trabalho do governo José Arruda (2008).
Teria usado parte da cota de passagens aéreas para voos internacionais, ou cedido a seus parentes (O Globo, 23.abr.2009).
3º Vice-Presidente Efraim Filho (DEM-PB): dep.efraimfilho@camara.gov.br
Teria usado parte da cota de passagens aéreas para voos internacionais, ou cedido a seus parentes (O Globo, 23.abr.2009).
Mantinha seis sobrinhos empregados em seu gabinete em Brasília. Após a proibição do nepotismo pelo Supremo Tribunal Federal, exonerou-os (Gazeta do Povo, 26.ago.2008).
[Por Marcelo Soares]
quarta-feira, maio 05, 2010
Pare de olhar somente e brote!
Na semente, uma aparência, no broto uma força da essência, a essência está contida no coração da semente, mas o núcleo não é aparente e por vezes, mesmo como um todo, parecendo pequena, a semente é julgada incapaz de ser como uma grande árvore, ou seja, uma força que superou a aparência e se fez subastância maior!
As aparências não enganam, nós nos enganamos, pois o pré-conceito, o conceito e o julgamento, sendo nosso, podem passar pela análise dos pressupostos errados, herdados de nossos falsos critérios!
Co-labore
Proibido/permitido
Graça/sem graça.
Vermelho. Quente. Frio e quente. Quente de novo.
Dentes brancos. Língua rosa. Lábios perfeitos. Boca macia.
Nuca. Pescoço. Orelha. Costas. Pés. Virilha.
Cheiro. Perfume no ar. Lembrar impessoal. Sentir. Cheirar.
Fogo, gelo, pólvora, neve: se consomem.
Esquecer impessoal. Suor. Mais. Mais. Mais.
Era uma vez uma cereja vermelha e molhada.
Barriga na geladeira. Mãos no fogão.
Quatro paredes.
Quatro paredes e uma porta.
Quatro paredes, uma porta de uma janela.
Quatro paredes.
Era uma vez uma boca vermelha e molhada.
Morder. Apertar. Sugar.
Apertar. Sugar. Morder.
Sugar. Morder. Apertar.
Amar o colchão. Amar o espelho. Amar o vício.
Odiar o gelo. Detestar o tédio. Abominar a pressa.
Era uma vez uma boca e uma cereja.
Quatro pernas.
Duas bocas.
Quarenta dedos.
Dois umbigos.
Um desejo.
Era uma vez uma pessoa sozinha e tentada.
Camisa na cadeira. Calça no sofá. Corpos no chão.
De lado. De frente. De costa. De cabeça pra baixo.
Era uma vez outra pessoa sozinha e tentada.
Carinho. Força. Intensidade. Selvageria.
Cabelos apertados. Cabelos puxados. Cabelos no ar.
Era uma vez duas pessoas sozinhas e tentadas.
Era uma vez uma cama. O banco de trás do carro.
Plástico. Banheiro. Chuveiro. Esgoto.
Me consome...

[Por Felipe Rocha]
Falando em grego é Crísis!
De criterioso passado, sedento futuro. Etapas e meta. Mescla de alívio e ansiedade pelo novo, a fase hoje é outra, o nível é além! Nada como um dia após o outro, e perceber que neste outro, algo muda o foco do caminho e a tragédia e a comédia torna se aprendizado.
Qual é o seu critério?
Temporâneo
A vida é o cultivo dentro de uma estufa, denunciando que somos frágeis adquiridores de capacidades. Brotando, ferindo, marcados com cicatrizes, eliminando pragas e sofrendo as demoras de nossas curas biológicas, a natureza nos dá os momentos e nós denominamos as estações, convencionamos o tempo.
O que seria o tempo se imaginado em faces de presente, passado e futuro?
O passado não existe mais, o futuro ainda não chegou e o presente é um instante que já passou!
Tempo é a história de cada homem reprodutor das falhas do primeiro humano?
Tempo é o todo histórico diversificado no humano em níveis de potencializações tecnológicas?
Tempo é o todo histórico diversificado no humano em níveis de potencializações tecnológicas?
Tempo é real ou ideal?
Somos o que sempre quizemos ou somos o que pudemos ser?
Somos o que sempre quizemos ou somos o que pudemos ser?
Pensar no tempo e em si, parece um comunicar da realidade singular, particular e irrepetível ao instante que nos consuma, podendo nos parecer perfeitos em nascer e morrer.
Pensando melhor o tempo é ir e voltar, podendo se estar num desses dois extremos, mas não no presente nuclear dos atos.
Somos atônitos diante do tempo, criamos e esquecemos como dominar, buscamos a todo instante aprender a prática do seu dominio, dialogando com lembranças e sonhos.
Pensando melhor o tempo é ir e voltar, podendo se estar num desses dois extremos, mas não no presente nuclear dos atos.
Somos atônitos diante do tempo, criamos e esquecemos como dominar, buscamos a todo instante aprender a prática do seu dominio, dialogando com lembranças e sonhos.
"Nada como um dia após o outro", ops, parece que quero ver minhas covardias passarem rápidas quando falo assim!
Será que acostumamos, por dizer de formas diferentes, que nada é melhor que o caminhar rumo para a morte que consumará nossos enfrentamentos, ou estamos desanimados demais para enfrentar o fato que nascemos para nossas competências trágicas e cômicas?
Parece que trocamos nossas habilidades pela idéia moral, do politicamente correto, entramos numa gaiola dourada, falseável por ser em partes oposta ao real, proibidor da desconstrução e construção de identidade.
Somos o devir em ir e vir, sem permanecer no núcleo, epicentro e paralelo às partes que nos confrontam!
Reitero, todos nós temos uma máquina do tempo, as lembranças nos levam ao passado e os sonhos nos levam ao futuro!
Somos GENTE que SE LÊ em maior ou menor intensidade, somos a própria INTE-LI-GÊNCIA.
Somos GENTE que SE LÊ em maior ou menor intensidade, somos a própria INTE-LI-GÊNCIA.
domingo, maio 02, 2010
Meu problema é ser estético com essa ótica superficial!
Sabemos solucionar complexidades na sinceridade das próprias incapacidades?
Passeio socrático
Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos em paz nos seus mantos cor de açafrão.
Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos dependurados em telefones celulares; mostravam-se preocupados, ansiosos e, na lanchonete, comiam mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, muitos demonstravam um apetite voraz. Aquilo me fez refletir: Qual dos dois modelos produz felicidade? O dos monges ou o dos executivos?
Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: "Não foi à aula?" Ela respondeu: "Não; minha aula é à tarde". Comemorei: "Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir um pouco mais". "Não", ela retrucou, "tenho tanta coisa de manhã...". "Que tanta coisa?", indaguei. "Aulas de inglês, balé, pintura, piscina", e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: "Que pena, a Daniela não disse: ‘Tenho aula de meditação!’".
A sociedade na qual vivemos constrói super-homens e supermulheres, totalmente equipados, mas muitos são emocionalmente infantilizados. Por isso as empresas consideram que, agora, mais importante que o QI (Quociente Intelectual), é a IE (Inteligência Emocional). Não adianta ser um superexecutivo se não se consegue se relacionar com as pessoas. Ora, como seria importante os currículos escolares incluírem aulas de meditação!
Uma próspera cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: "Como estava o defunto?". "Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!" Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
Outrora, falava-se em realidade: análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade. Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Pode-se fazer sexo virtual pela internet: não se pega aids, não há envolvimento emocional, controla-se no mouse. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizi¬nho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os valores, não há compromisso com o real! É muito grave esse processo de abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. Enquanto isso, a realidade vai por outro lado, pois somos também eticamente virtuais…
A cultura começa onde a natureza termina. Cultura é o refinamento do espírito. Televisão, no Brasil -com raras e honrosas exceções-, é um problema: a cada semana que passa, temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos. A palavra hoje é ‘entretenimento’; domingo, então, é o dia nacional da imbecilidade coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: "Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!". O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba¬ precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.
Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde? Eu, que não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma su¬gestão. Acho que só há uma saída: virar o desejo para dentro. Porque, para fora, ele não tem aonde ir! O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo, começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globocolonizador, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Se alguém vai à Europa e visita uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar saber a história daquela cidade - a catedral é o sinal de que ela tem história. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingos. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer de uma cadeia transnacional de sanduíches saturados de gordura…
Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: "Estou apenas fazendo um passeio socrático." Diante de seus olhares espantados, explico: "Sócrates, filósofo grego, que morreu no ano 399 antes de Cristo, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: "Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz."
[Por Frei Betto]
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