quarta-feira, junho 09, 2010

Vida, Margarida do bem-me-quer e do mal-me-quer em si mesma!

Ah, futuro! Pertencente do meu eu, da força deste braço e meu abraço, é meu passo, é meu riso e a lágrima que você não sabe por que verteu!
Compreendo que as realidades não dependem do querer ou da vontade do que me olha, que te olha ou do que opina sobre a vida que não é a própria!
Não sei onde estava meu pensamento quando elaborei essas frases, mas sei que a mescla da lágrima com o sorriso largo, já foram realidades na minha face.
Quanto as realidades da minha própria mente, já se fazem mesclas outras, mesclas de uma filosofia sitemática distante e outra fragmentada nestas linhas de pensamento, filtrada pela minha particularidade e forçadamente lógica pela sua universalidade como história racional, reservo me a tecer uma elaboração sobre meu ego individualista e pessoal.
Pensando sobre a minha realidade, percebo que houveram perdar enormes no caminho que trilhei, embora todo esse caminho estivesse numa perspectiva de sucesso, em vista de meta, em vista de um ponto, onde o sacrificio se fez justificativa do sofrimento instantâneo ao momento futuro.
Eu sei que gente aprende, isso é ser gente, aprender que confiança é uma perspectiva de errar ou acertar por querer ter olhos fechados, dar ao outro o domínio e a possibilidade que a partir da relação do afeto como instrumento de soma das vivências, exista um sucesso na elaboração do homem-integral, do homem-experiência-relação, isso quando refiro me ao outro, porque se quizer confiar em alguém confie em si mesmo primeiro, no mínimo que pode acontecer é verificar-se no próprio fracasso uma necessidade de reparar a incapacidade que nasceu como aparente erro.
Deixar ou não deixar que nos digam que acreditar no sonho que se tem, vale a pena ou não, ainda passa distante da realidade, permanece como idéia sem potencialidade, é algo vão, o melhor é sim estar diante do sonho com um vulcão dentro de si, borbulhando e erupindo-se em desejo e força de vontade para realizar esses sonhos, se disserem que meus planos não darão certo, confesso que não me sentirei melhor, mas além de tudo não precisa se de maior ignorância além da que se já tem, maior apontamento do peso de erros além do que ja se sente em si mesmo, enfim, confie em si mesmo, um dia a gente alcança, quem confia sempre alcança! Mesmo que seja jargão é verdadeiro.
As vezes falar de sofrimentos e lágrimas mescladas com sorrisos, pode dar impressão de um espírito carente de notabilidade, mas percebo que o interesse real em ser gente, em ser feliz, em ser sincero, ainda passa pela via da notoriedade sobre si por si mesmo, não é olhar os méritos do sofrimento que a vida fez consigo, é o avesso disso, é verificar os méritos próprios das superações que fizemos na vida quando os sofrimentos amanheceram nos nossos dias!
Sabe quem é a pessoa mais feliz? E felicidade aqui não tratamos de uma abstração do real, tratamos sim, como a melhor maneira de sobreviver aos assaltos dos instantes de querer bem em maior ou em menor gradação o momentos que se tem, transformando os em soluções, portanto, a pessoa mais feliz é você, é você quando está no melhor momento da sua vida, justamente por o melhor momento ser quando se está fazendo o que mais gosta, só se é feliz quando se faz na vida e da vida o que se gosta, o que se tem sede, um certo grau de ansia e vontade, quando a espera do acontecimento manifesta-se viceral,   quando se faz o que se ama, e quando assim se faz, já se faz porque sabe que disso desprenderá sucesso, sabe-se que se transmitirá aos atos da vida o que nela está implicitada em escolha de ser, renunciado de tudo o mais, para a exclusiva condição de ser feliz no que se faz pelo que se é, não aos exteriores, mas primeiramente a si e em si mesmo, é ser a parte de si em cada ato, em cada atitude, em cada existência [exist-encia: ex = prefixo que indica movimento para fora, além de, + encia = ente = ser, pessoa, algo], ir além da essencia, devir, de potência a ato, é libertar se em si, liberar se em si, deliberar de si aos outros o melhor, saber onde é o próprio lugar no mundo, não fazer nada por ninguém sem antes garantidamente esteja completo em si, curar se para estar disponível e com condições de curar melhor o outro, parece me que uma vida é plena somente quando fazemos o que amamos.
Ouça o som da sua própria voz, ouça agora, ouça o silêncio que lhe fala o coração, esse coração-razão, feche os olhos e enxerge o escuro, enxergue com os seus olhos mesmos, o certo, o errado e o correto, trabalhe duro para ser completo, em algum lugar está o seu lugar, todos queremos uma emoção, pague caro para continuar o jogo, mas continue, e seja vivo, alguns perderão e perderão justamente por não quererem viver, podemos por vezes sepultar nos em vida, é simples morrer, é só não querer viver, mas querer viver inteiro é complexo [completi = completo], não é fazer se parte nos dias, é estar todo no instante, não é responder perguntas erradas, é esquecer o "por que?", perguntinha mesquinha e infértil, sepultadora, é sim verificar e escolher onde pisar o próximo passo, firme, livre, mostrar a sua face aos fatos, ou seja, encarar os fatos, enfim, pensar no como fazer bem e seguir! Só se anda pra frente! Não pare de acreditar.

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