sexta-feira, agosto 27, 2010

Mais Dilma para o Brasil!

Sou Católico Romano e voto na Dilma.
Cansa-me discursos inflamados e superficiais que a Dilma é abortista, como que se ela estivesse com olhos de um governo somente nessa função.
Para começar, a presidente é a última que promulga ou homologa (que assina) uma lei, enfim, existe um congresso de parlamentares inteirinho antes de qualquer canetada presidencial, por que o medo? Existe um organismo todo que garante a soberania democrática na República.
É importa saber para quem será nosso voto correto, eficaz e efetivo em nossa representação antes da cadeira de presidente, saber quem são os mais próximos do nosso cotidiano de cobranças.
Me irrita esses outros discursos por parte dos candidatos, uns fazem palhaçada nas fuças nossas com o que eles teem de obrigação enquanto representantes da democracia. Alguém que está no poder público e "faz" uma ponte em determinada rodovia, não pode falar "eu fiz aquela ponte e melhorei a estrada, por isso vote em mim", ele fez a obrigação de atentar para a melhoria e necessidade das pessoas e da cidade em geral, não arcou com custas do próprio bolso, nunca vi um prefeito batendo massa de concreto e assentando tijolo, mesmo que o governo não é para isso, não é atoa que pagamos 4 meses anuais em tributos as cofres que dão arroz, feijão e carro do ano aos nossos representantes, e diga se de passagem, como nos representam mal!
Quero ser bem representado, não vendo nem troco meu voto!
Vi muitas familias sairem da linha da pobreza com o Lula, e isso é sagrado! Você já passou fome um dia?
De onde venho, trago minha educação de berço estampada nos meus atos como maior herança!
Por ter familia, tenho motivos para dizer que sou contra o aborto e por essas e outras vejo que o melhor é pensar bem antes de como fazer sexo.
Que primeira grandeza é ser mãe! Por ter a mãe que tenho, também deixo para as mães, em primeiro lugar, o legado da defesa do feto, que é vida humana sim, alma iniciante e que deve ser defendida e preservada em todas as suas circunstâncias, mas, embora seja esta minha opinião, como disse, cabe as mães dizerem sobre seus filhos, filhos esses pelos quais essas mesmas mães responderão num tribunal maior, pelo menos é assim que a Igreja (mater et magistra) fala, haverá um julgamento.
Eu defendo sim a vida e com a vida é impossível não defender também a familia, defendo sim que todos devem ter vida e em abundância, isso inclui ter familia e além de familia ter casa e não para aí, a casa com a familia formarer um lar, não somente uma estrutura de abrigo, mas um lar, estrutura de humanidade. Por considerar digna toda forma de amor, seja amor de pais, de mães, seja de Deus, de filhos, de enamorados e de enamoradas, seja pelo material, pelo ideal e pelo real, por considerar digna toda forma de amor eu não amo condenações, cada qual sabe o peso das próprias atitudes de ignorâncias, ninguém necessita de apontamentos dos erros, o menor grão de areia no olho já se é sentido naturalmente como incômodo, pois alí não é lugar desse grãozinho de areia, mas se derepente esse grãozinho de areia encontrar uma concha e nela permanecer mesmo quando todos dizem que não é ali o seu lugar, tenha certeza, o menos óbvio e o que para muito seria tido como anti-natural e incômodo se tornará pérola valiosa.
Apontar o dedo é uma expressão tão pequena para quem reza de braços abertos chamando a um ser criador e maior de "Pai-nosso", reduzir o homem a uma expressão de condenador é medíocre quando esse mesmo condenador não observar os próprios erros.
Eu defendo vida para todos e com isso a vida de crianças que nasceram e não encontraram um lar, defendo a familia que dá a vida e quando digo isso nesta época de cenário dos analfabetos-políticos  teocráticos cristãos, posso parecer aqueles partidaristas protestantes pentecostais e por vezes os católicos, sinonimizando que são contra as uniões homoafetivas, não entendo como viver uma democracia sem aceitar a liberdade de expressão de todas as cores, não entendo uma democracia "a la teocracia cristã", não existe somente uma expressão ou proposta de vida, a natureza cria o possível e o homem dá história a essa natureza possível.
Defendo a família sim, o que acabou com a família, não foi modelos diferenciados surgidos atualmente (que nem são tão atuais assim 800 a.C. já existiam), o que acabou com a familia foi o divórcio, em sua desestrutura, descompromisso com o outro, enfim, o fim da familia foi denunciado pelo divórcio, defendo a familia sim e o que a destrói é o rompimento e fragmentação indidualizada e a partir do momento que num lar existe a vida fecunda de educação e o fundamental do bem viver, seja aí defendida a família e o valor da vida, aliás que "valor" é uma palavra que agrega per si um sentido de importância a algo, se queremos uma política com valores cristãos porque insistem no menosprezo das condenações se o próprio Cristo não veio para condenar?
Não entendo a postura de pessoas que protestam por o que não os afeta!
Não entendo qual mensagem cristã foi ouvida nos cultos, quando insistem no convencimento do discurso e não no testemunho!
Repito sou contra o aborto e por isso sou extremamente favorável a adoção!
Antes de defender uma vida que ainda não concebeu, adote um filho de algum abrigo, defenda a vida desses que já experimentam o peso de viver abandonados, eduque-se e eduque-os!
O que importa é dar a vida em abundância!
Somos brasileiros, mulheres e homens que não desistimos nunca, vivemos pelo que somos na realidade, além da idéia, ultrapassamos o ideal para cair na real, mas fundamentados pela ideologia que como um vento bom, sopra nos para frente, além de estatalmente laicos, somos ricamente diversos e múltiplos, rezamos a Deus, cremos na fraternidade e isso não depende do modo como oramos ou cremos, depende do modo como acolhemos o outro.
Diversidade de vidas garantiram à terra de santa cruz uma história rica, mesmo que a cruz tenha sido duas sagradas árvores centenárias deusas da aldeia, derrubadas por algum escravizado indígena e eregida como sagrado sinal que satisfez o desejo do senhor europeu que sequer considerou que tupinabás tivessem alma. Precisa se de um Brasil que continue a ser um país de todos!
Hasta la vitória siempre!
[VITA HABEANTE (não sei porque ainda insisto nesse latim)]

quarta-feira, agosto 18, 2010

Dia do SARESP na escola!

SARESP (Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo)
Desde o ano passado, quando ainda lecionava na Unidade Escolar Peixoto Gomide, fiz uma questão conjunta com os colegas do trabalho docente e gestão, afim de indagar o dirigente de ensino que nos deveria responder em video-conferência a toda delegacia de ensino sintonizada. Feita a questão pareceu nos a alegação que esta não estava dentro da perspectiva e motivo do evento, enfim, desiludido, confesso que não fui respondido. Resta me tirar as conclusões pelo consenso dos colegas e os próprios fato, avaliações e os trabalho das escolas que leciono.
Nesta última segunda-feira, 16 08 2010, refizemos os trabalhos de análises dos resultados dos SARESPs anteriores, em vista a coadunar os resultados bons e ruins ao trabalho educador do ensino oficial do Estado de são Paulo, enfim, uma falação, discursos e mais discursos que na prática não percebo resultado eficaz, em vista do tempo coletivo desprendido, acredito que seria melhor uma análise individualizada por cada docente de acordo com os resultados gráficos.
É interessante perceber como a instituição genuínamente formadora de gente, hoje, está moldada a "la empresa", parecem que as mostras gráficas e percentuais fazem diferenças, um bonito trabalho, um gráfico pra isto e outro gráfico pra aquilo, e no funfo no fundo, o fulaninho sentado na carteira ainda é semi-analfabeto já no terceiro ano do ensino médio (como queria pode dizer que isso é um exagero!).
Retomando uma reflexão assumida por minha alçada a um tempo, penso sobre o que é fundante de sentido pra um estado que quer formar a humanidade das pessoas e seus saberes, quando, por exemplo, a área de ciências humanas, mais especificamente Filosofia, tem o espaço de uma aula nas classes de segundo e terceiro ano do ensino médio, como converso com outros colegas, mal se dá o tempo de entrar na sala, fazer a obsoleta chamada, colocar a turma em ordem e explanar o tema inicial, isso levando em conta que se a indisciplina não existesse. O buraco, como diz o dito popular, ainda é mais embaixo, realmente não sei o que é mais inadequado, se o diário de classe (que para todos os efeitos deve ser bem elaborado, registrado sem rasuras e floriado pelo docente, afim de agradar os olhos dos superiores) que registra as ausências e notas (que as vezes nada adianta, porque cabem se recursos de todos o modos possíveis para promoção do aluno da escola pública hoje em dia) ou a prática da progressão continuada que funciona somente na França, ou seja, o Brasil não se adequa a moldes novos e desenvolvidos para outras realidades, não depende somente da boa vontade gestora, não é processo unilateral, requer uma pré-disposição de consciência de pais e o aluno, e isso a maioria não tem, muitos não tem nem uma base familiar bem estruturada. Como pensar um aluno que tenha autonomia de aprendizagem se o mesmo não vê necessidade, é desistimulado por ausência de perspectiva inclusive, enfim, como eu disse no início, tenho uma questão que ainda não foi respondida, aliás, algumas questões carentes de solução.
Segue depois deste parágrafo a transcrição da minha lauda manuscrita durante o "Dia do SARESP na Escola" e com ela as minhas lúdicas e sincera indagações:
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U. E. DESEMBARGADOR BERNARDES JUNIOR, DIRETORIA REGIONAL DE ENSINO DE ITAPETININGA - 8' 38'' - 16 08 2010
(... maldito vidro quebrado atrás de mim, está muito frio, eu mereço esse vento na nuca mesmo, é o carma profissional
...se não fosse cômico, seria trágico, as vezes olho para professores, alunos, gestores e funcionários e me desanimo, enfim, a escola do estado hoje em dia, se murar é hospício e se jogar uma lona por cima vira circo.)
DIA DO SARESP NA ESCOLA - Análise dos resultados anteriores em vista do futuro.
(futuro bônus cortado, futura licença saúde por patologia mental, futuro empréstimo no banco, futuro qualquer coisa, menos melhoria na educação e na vida dos que estão envolvidos nela pelo estado, aff, deixa eu tentar escrever algo mais útil)
(... esta seria a questão para o dirigente; se me deixassem fazer!)
Ao tocante da competência de ler, a dinâmica da Educação pauta equívocos. Ler bem não tem sido ler o que é bom. Parece que a gestão confunde se agradando com bonitos gráficos que denunciam mal desempenho. O plano da Educação do governo de são Paulo vem acompanhado do boletim do IDESP com desfavorecimento, confirmados pelos índices do SARESP, que denunciam significativa parcela de não evolução ou desempenho. Como pensar o exercício docente em favor do aluno insuficiente? O que é fundamental para a escola que confere o certificado de conclusão do curso de Ensino Médio aos alunos que não correspondem as expectativas delineadas na proposta curricular das competências e habilidades? O que é mais importante: ensinar um método de raciocínio que deriva exercícios de saberes ou uma aparente habilidade em domínio básico de competências forjadas em presença na sala de aula sem o mínimo de desempenho exigido para aprovação nas aulas?
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Bom, tendo findada minha escrita, resolvi colocar e expandir um pouco mais a reflexão aqui no blog.
Sabemos que existem níveis de resultados do SARESP, sendo eles descritos como: abaixo do básico, básico ou adequado e avançado ou como sugere um próprio site da Educação: Insuficiente, Adequado e Avançado, no entanto, considerando a nomenclatura distintiva de insuficiência, percebemos que ela beira a 1/3 dos alunos avaliados, aqui volto a questionar: o que é fundamental para uma escola que confere certificado de conclusão do Ensino Médio aos alunos que estão abaixo do básico, que estão insuficientes de concluir o curso médio? Que critérios adotar no exercício e dinâmica das escolas, mediante essas estastísticas e índices?

Seguem os resultados competentes ao ano de 2009 em porcentagens referentes as disciplinas de Lingua Portuguesa e Matemática:

                                    a)Insuficiente b)Adequado c)Avançado
Português:
4ª série do fundamental: a)20,9%   -   b)68,8%   -   c)10,3%
8ª série do fundamental: a)22,5%   -   b)75,1%   -   c)2,3%
3ª série do médio:          a)29,5%   -   b)69,8%   -   c)0,7%
Matemática:
4ª série do fundamental: a)30,3%   -   b)63,3%   -   c)6,3%
8ª série do fundamental: a)27,6%   -   b)71,2%   -   c)1,2%
3ª série do médio:          a)58,3%   -   b)41,2%   -   c)0,5%

Segundo um velho dito popular caipira, "não adianta culpar os burros quando cair no buraco, se quem dirige a carroça não sabe onde quer chegar", quem disse isso foi meu pai, que não tem certificado de conclusão de curso nenhum,  tendo feito o extinto curso primário da sua época (hoje equivale do primeiro ao sexto ano do ensino fundamental de educação básica) e ele não era avaliado pelo SARESP da sua época, enfim, se existe um instrumento de avaliação do próprio estado isso quer dizer que algo já contempla insuficiências!
Vale relembrar a tirinha que compara a escola ontem e hoje, não queremos voltar na escola do passado, queremos a qualidade de ensino do passado que não passa pela indisciplina das salas lotadas e o sucateamento da educação!
Parece-nos que temos tantos recursos e não sabemos usar em nosso favor, se pensarmos bem a impressão genérica é que não se quer um aluno desenvolvido, mas sim um alienado e entretido, um ser não questionador, descarregado da consciência pesada do concluir o curso e aprender pela ordem do fazer, sem compromisso com a sociedade e ainda mais a fundo, sem compromisso consigo mesmo, acostumado com o salário de fome entretido com seu celular, mp20 ou qualquer coisa que foi comprado afim de ser instrumento de comunicação e desenvolvimento e que tem tudo, wirelles, toca mp3, baixa videos, sms, messenger, acessa redes sociais, tira fotos com zilhões de mega pixcels, mas, falta uma coisa só, falta crédito, mas enfim, bobagem, o importante é entreter-se e não desenvolver se. É uma pena.
Fico por aqui, o que fazer com a escola? O que fazer com a consciência jovens? E o senso comum tem solução, quando o instrumento de emancipação humana, a escola, é como um parafuso espanado, é como um inferno que todos sabem que existe, mas geralmente não funciona?
É O FIM!

quarta-feira, agosto 11, 2010

E o atual governo do estado ainda quer ser federal!!


Leiam isso, sem preconceitos ou puritanismos, mas leiam o post inteiro!

"Lembrou-se que uma das cartas tinha um postal com cenas da vida etrusca, uma sujeira inominável, o homem de pé atrás da mulher, aquela coisa enorme no meio das pernas dela. Como podia ser tão grande?"

Não se assutem, este post não é um conto erótico, é sobre o material obsceno do governo do estado de são Paulo, nas mãos dos alunos do ensino médio! A tempos atrás li essa reportagem, até imaginei que fosse uma mídia exagerada, mas acreditem, hoje eu vi que é real e verdadeiro, leciono para o ensino médio, tomei nas mãos um kit de livros e lá estava o citado conto. Leiam a reportagem e entendam melhor, a coisa é "braba", segue a reportagem, mas lembrem se, ela está atual, hoje 12 08, os contos estão nas mãos do alunos!

Alguns professores da rede estadual de São Paulo e parte dos pais de alunos questionam a distribuição de um livro de contos com um texto erótico a estudantes do ensino médio. O texto contém palavrões e expressões obscenas.
O conto Obscenidades para uma Dona de Casa, de autoria do escritor Ignácio de Loyola Brandão - colunista do Estado -, faz parte do livro Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século, lançado em 2000. Nele, uma dona de casa solitária detalha cartas obscenas que recebe de um amante. No contexto da narração, o autor escreve palavrões e termos chulos.
Uma professora de língua portuguesa que trabalha no Capão Redondo, zona sul de São Paulo, disse que não conseguiu mais trabalhar depois que o livro chegou às mãos dos alunos. A professora afirma não se sentir capaz de abordar a sexualidade presente no conto com os estudantes.
Em outro colégio estadual, um pai já teria protestado ao saber do livro. Em Guarulhos, um funcionário público ameaçou levar a questão ao Ministério Público. De acordo com a Secretaria Estadual de Educação, a obra, que faz parte do programa governamental Apoio ao Saber, foi distribuída somente para alunos do último ano do ensino médio - estudantes entre 16 e 17 anos - e é adequada para esta faixa etária. No ano passado, a rede estadual já foi questionada pela escolha de livros e, depois de uma sindicância interna, excluiu cinco obras das salas de aula.

Não entendo com que pretenção o governo do estado, no psdb, imagina ser bom, isso sem falar das políticas públicas para a educação, saúde, segurança e tantos outros direitos do povo. A mãe que relega sua posição de mãe, dando em adoção um filho, não será chamada de mãe, o que dizer de um estado que relega suas obrigações? Isso é governo?
Segue uma parte mais do conto: [sem sustos por favor!!! isso foi para os nossos alunos do ensino médio]
[E aquela carta que ele tinha proposto que se encontrassem uma tarde no motel? Num quarto cheio de espelhos, para que você veja como trepo gostoso em você, enfiando meu pau bem no fundo.] [não se esfregue desse jeito, deixe o cheiro natural, é o teu cheiro que quero sentir, porque ele me deixa louco, pau duro. Repete essa palavra que não uso. Nem pau, nem pinto, cacete, caralho, mandioca, pica, piça, piaba, pincel, pimba, pila, careca, bilola, banana, vara, trouxa, trabuco, traíra, teca, sulapa, sarsarugo, seringa, manjuba.] [Amo estas cartas, necessito, se elas pararem vou morrer. Não consigo ler direito na primeira vez, perco tudo, as letras embaralham, somem, vejo o papel em branco. Ouça só o que ele me diz: Te virar de costas, abrir sua bundinha dura, o buraquinho rosa, cuspir no meu pau e te enfiar de uma vez só para ouvir você gritar