segunda-feira, outubro 18, 2010

Discípulos e missionários de Jesus? Onde?

Só serve para viver quem vive para servir, porque as palavras convencem, mas os testemunhos arrastam!
Ouvi e guardei isso e hoje me pego a pensar! (...) Com tantos padres comprovadamente gays (e isso não é o problema, porque a Igreja orienta o celibato nas duas condições, sendo gay ou sendo presbítero, embora não assumidos por opressão dos superiores e isso é problema porque aborta existencialmente a pessoa humana padre), com tantos vícios e histórico de erros (teocracia medieval, cruzada, a inquisição do santo ofício, etc), com posturas insinceras, aparências falseadas que denunciam os presbitérios como adeptos da sociedade do espetáculo, da onda do parecer em detrimento do ser (parece mas não é) e o jogo de poder, sinceramente me vejo cansado dos discursos de religiosos, especialmente católicos, da qual professo a fé de meu berço. Isso tudo não se assemelha com a comunidade de Jesus, parece que Nietzsche tinha razão, matamos Deus com nossos atos.
Me vejo cansado quando falam do aborto, assunto este que deve passar primeiro pelo crivo da fé de cada pessoa, aliás, seja legalizado ou seja proibido, o que determina o aborto é a consciência de quem a ele recorrer e se for cristão e/ou católico, não precisará de lei que proiba nem de superior que satanize o aborto, pois a própria fé garante a disciplina ética diante dos valores da vida e das práticas, e se houver quem o pratique, será melhor então cuidar dessa mulher do que condenar e prendê-la, não somente tomar o exemplo do Bom Samaritano que ajuda, mesmo que seu povo tenha rivalidade cultural com o que está caído pelo caminho, mas ser o Bom Pastor que acolhe a ovelha no aconchego do abraço, carrega e conduz, enfim, aborto é assunto secundário para os membros primazes da instituição Católica, que uma vez tendo pronunciada sua postura diante do assunto, cabe ao fiel acolher particularmente sem alardes. Convença se em sua pele, em sua consciência, faça a sua parte para depois tentar persuadir e convencer o outro, cada um vive sua verdade, a dor e a delicia própria, segundo diz o poeta da bossa nova!
Vejo pessoas sem rótulos religiosos e por vezes vivem melhor o Evangelho sem tê-lo conhecido do que os que intitulam-se evangelizados e evangelizadores. O que ensinamos, qual tem sido nossa evangelização? que tipo de "Ide a todo mundo" tenho feito?
Acredito que o "Amai-vos" do Senhor Jesus é expansivo e acolhedor!
Abram os braços às minorias periféricas e marginalizados sociais, acolham os gays como ensina o Catecismo da Igreja Católica no parágrafo 2357-59, não reforcem a homofobia, Jesus não foi homofóbico, mas onde estão os homo-afetivos nas nossas missas, reuniões pastorais e assembéias? Acolham as mulheres que já abortaram, acolham a verdade das pessoas, acolham sinceros, aos que não compreendem, ensinem que a diferença é obra do Pai-Criador em cada criatura por sermos únicos, particulares, ímpar, singulares e irrepetíveis, ensinem que o que importa é a dignidade de cada humano e seu comportamento ético, olhem para os pobres que a religião ensinou rezar, mas não tirou da linha de pobreza extrema, sejam sinal de unidade social real, debrucem suas insignias em favor do pobre, Jesus disse que os teremos sempre conosco, se os teremos cuidemos, pois é a opção preferencial da Igreja do Brasil, matem a cultura de morte do coração, extirpando dos púlpitos os discurso pautadamente condenatórios, pois é aí que a morte começa, não esqueçam a palavra do Bom Pastor que a vida plenamente é para TODOS e não somente aos rotulados pela profissão de fé, Teresa de Calcutá não olhou para a fé dos que ela acolheu e deu vida, queiram alcançar o coração daqueles que não vem a catolicidade nas e das vossas profissões de fé e no culto mecânico!
Salvaguardar a dignidade humana é curar e não formar mais feridas ou coisificar o humano por meio de normas e legalidades religiosas, sejam as do tempo de Moisés ou sejam as da contemporaneidade (e quando falo de coisificar estendo o comentário às outras denominações que coisificam, alguns cultos parece que se está no tribunal do supremo com todos engravatados, outras vezes pela rua vê se aquela mulheres com o cabelo enorme e peludas das axilas às pernas, coisa horrível, mas respeito (e garanto que não desejo uma dessas)). Parece que a Igreja profética de padres e alguns latino-americanos até considerados marxista, que enfrentavam armas com batina surrada e cruz pastoral de madeira (algumas feitas por eles mesmos na prisão como o vietnamita cardeal François-Xavier Nguyên Van Thuân) faz-se necessária hoje, mediante a força religiosa do discurso persuasivo e teocrático de semelhantes fariseus da época de Jesus e os talibans e aiatolás desta nossa época! Acredito que quem conheceu os mártires e profetas do nosso tempo, tem saudade deles na Igreja universamente e em particular na CNBB e na Igreja latino-americana atual!
Precisamos de um Pentecostes, de um Cenáculo, da Eucaristica e resgate da Igreja sem ruga e nem mancha, e isso começa pela cabeça de todo corpo, começa nos corações curados dos pastores, de onde saem as diretrizes!
É necessário mais do que nunca, assumir a postura atualizada, tendo Jesus como primeiro modelo a ser seguido! Esse é o meu suspiro profundo! Mais Deus, menos discurso! Valei-nos nossa Senhora Aparecida, mãe e seguidora de Jesus!
Ub caritas et amor, Deus tibi est!
















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