quarta-feira, maio 05, 2010

Temporâneo


A vida é o cultivo dentro de uma estufa, denunciando que somos frágeis adquiridores de capacidades. Brotando, ferindo, marcados com cicatrizes, eliminando pragas e sofrendo as demoras de nossas curas biológicas, a natureza nos dá os momentos e nós denominamos as estações, convencionamos o tempo.
O que seria o tempo se imaginado em faces de presente, passado e futuro?
O passado não existe mais, o futuro ainda não chegou e o presente é um instante que já passou!
Tempo é a história de cada homem reprodutor das falhas do primeiro humano?
Tempo é o todo histórico diversificado no humano em níveis de potencializações tecnológicas?
Tempo é real ou ideal?
Somos o que sempre quizemos ou somos o que pudemos ser?
Pensar no tempo e em si, parece um comunicar da realidade singular, particular e irrepetível ao instante que nos consuma, podendo nos parecer perfeitos em nascer e morrer.
Pensando melhor o tempo é ir e voltar, podendo se estar num desses dois extremos, mas não no presente nuclear dos atos.
Somos atônitos diante do tempo, criamos e esquecemos como dominar, buscamos a todo instante aprender a prática do seu dominio, dialogando com lembranças e sonhos.
"Nada como um dia após o outro", ops, parece que quero ver minhas covardias passarem rápidas quando falo assim!
Será que acostumamos, por dizer de formas diferentes, que nada é melhor que o caminhar rumo para a morte que consumará nossos enfrentamentos, ou estamos desanimados demais para enfrentar o fato que nascemos para nossas competências trágicas e cômicas?
Parece que trocamos nossas habilidades pela idéia moral, do politicamente correto, entramos numa gaiola dourada, falseável por ser em partes oposta ao real, proibidor da desconstrução e construção de identidade.
Somos o devir em ir e vir, sem permanecer no núcleo, epicentro e paralelo às partes que nos confrontam!
Reitero, todos nós temos uma máquina do tempo, as lembranças nos levam ao passado e os sonhos nos levam ao futuro!
Somos GENTE que SE LÊ em maior ou menor intensidade, somos a própria INTE-LI-GÊNCIA.

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