Uníssono, a unanimidade do Supremo Tribunal Federal é a voz da militância plural. Brava gente brasileira, neste dia sincero do Brasil de todas as caras e todas as cores, não hoje às margens do Ipiranga, mas aos marginalizados sociais e ao periférico moral, ouvimos um brado de independência, independência do Brasil gay, lésbico, bissexual, transexual, transgênero e de todos que lutam pela dignidade do humano, independência do Brasil de todas as propostas de vida plena, libertos do nihilismo-legal que a constituição machista e patriarcalista ostentava erroneamente e por vezes interpretada como apologia a fobia homoafetiva, quando não previa legislação às famílias espontâneas e/ou às famílias informais, quando não proibia, porém nem atenuava segurança ao direito homoafetivo, hoje temos o caminho de uma legislação que salvaguarda a identidade, identidade essa que era vergonha e agora vencido o preconceito eregiu-se como legítima parcela social, independência que reconduz ao nível da equidade e equiparidade todos sujeitos antes lesados nesta nação plural.
Celebrem, comemorem, façam festa porque a mãe abriu suas asas sobre os que ainda estavam de fora de sua proteção e seus patrícios, hoje, têm a mesma dimensão e tratamento legal. Sabemos que esta nossa determinada parcela social beneficiada pelo direito, não gozará diretamente do novo aditamento legal, porque obviamente não são todos que se unirão, mas é sobre a comunidade da diversidade em geral que se amplifica o reconhecimento da lei e é essa a maior e primeira importância, diante dos fatos sociais e ainda que de forma tardia, recebam a legalização de suas uniões todos que já viviam no intimos de seus lares uma vida de relação afetiva duradoura, lares esses onde não passava nem padres, nem juízes, mas passava primeiro o amor sincero, a vontade de solidez e o companheirismo, recebam essa realidade e a recebam com a alegria da conquista, esses que já eram família mesmo sem o amparo da lei, a todos que ja eram factualmente uma vida legítima e diferente, aos que hoje testemunham uma relação afetiva estável e eram alheios a esse bônus de liberdade e expressão legal, hoje, recebam nossas congratulações junto ao reconhecimento de entidade familiar e equiparidade de direitos, e recebam dessa nossa maior corte de justiça, o supremo tribunal brasileiro, juízes de atuação justas e excelências ilibadas, egrégios e humanos, todos envolvidos nessa causa humana, desde o procurador geral da república às entidades militantes e até os que torceram no seu íntimo, escondidos de todos na sua feliz homoafetividade, a todos, ao Brasil de todos, a nossa felicitação do novo amanhecer, da liberdade que abriu as asas sobre quem ainda era desprotegido e recorrerá a mesma proteção e acolhimento de entidade familiar. Parabéns a todas as propostas familiares hoje enriquecida com mais uma proposta geradora de vida plena!
Com gosto de conquista e sentimento de vitória, eu Danilo Domingues saúdo a todos de boa vontade!
quinta-feira, maio 05, 2011
quarta-feira, maio 04, 2011
Quando sinceros, somos nossa própria casa!
Saber administrar quem somos, passa pela compreensão de si, dar ordens e comandos para a existência e às próprias características. Permitir-se às portas, ou seja, abrir portas para experiências, permitir se a experiência, porém não deixar a análise, porque, se de repente perceber que o conhecimento que adentrou nossa casa através dessa porta que abrimos e não nos serve, é hora de fecha-lá.
A presença de amores fixam se em nós também pela ausência de quem amamos, sofrer essa ausência não é erro, porém insistir em mantê-la como processo que escraviza a ponto de ocupar-se constantemente dela é erro, a ausência que nos torna escravos passa como imposição que fazemos a nós mesmos, retira nos a dinâmica de existir para as novidades, a ausência deve ser lembrança madura e feliz e não motivo de neuro-escravidão.
A possibilidade de ter alguém que fará parte da nossa vida é uma construção. Dizer qual pessoa será um edificio maior ou menor depende de nós mesmos, somente o eu constrói o outro, só o dono da casa sabe dizer a quem abre a porta de sua morada e ainda mais, adomesticar não cabe somente aos animais que estimamos, mas adomesticamos aqueles que queremos como companhia, ou seja, [a+domus = tornar de casa] damos nossa possibilidade de dividir e somar nossa casa com quem consideramos que vale a pena acolher. Somos o que construimos e elegemos, construções e escolhas. Somos nós que elegemos quem terá saliência na nossas realidades, elegemos o que vale mais, elegemos no que crer, em o que fazer e quem permanece conosco na caminhada, mesmo que seja uma ausência, somos nós que dizemos até quando o outro permanecerá. Se adoçamos ou azedamos nossas histórias, de um limão fazemos limonada, ou se não, é uma resposta condicionada a nossa decisão, de como permitir a permanência do outro e se permitiremos permancer, uma dica, se for pra permanecer que seja para melhorar o que se é, que seja para largos sorrisos de lembranças boas e no caso de permitir a presença efetiva de outro indivíduo não permita-se dormir com problemas, sempre limpe a cama dos espinhos que poderá trazer do dia vivido, deitar-se e dormir bem resolvido na vida é um direito para quem quer viver livre, sem amarras de nenhuma natureza, uma vez que o menor espinho poderá causar uma inflamação e se ele não for retirado, poderá perder tudo que ele afeta como parte de si. Há uma necessidade de iluminar nossa consciência de forma positiva, sofrer o luto e administrá-lo, após o sepultamento, seguir o caminho de volta para a casa e a vida cotidiana dos que vivem ao nosso redor. O caminho sempre se confunde com o caminhante, é o caminhante que faz o caminho, por mais que seja difícil de não ter o ponto físico onde depositava carinho, abraço, o prazer de estar junto e a companhia, ignorar o fato não altera o que ja aconteceu de morte, mas precisa se voltar a cuidar da própria casa, quem vitaliza a nossa casa somos nós mesmos, somos nós que acendemos e apagamos as luzes que a clareiam, somos nós quem a sujamos e mais ainda quem a limpa. Permitir a permanência do outro por sua ausência é um desafio para quem quer sorrir com as novidades de outras presenças, sem esquecer o bom de ter vivido sincero presenças passadas.
A presença de amores fixam se em nós também pela ausência de quem amamos, sofrer essa ausência não é erro, porém insistir em mantê-la como processo que escraviza a ponto de ocupar-se constantemente dela é erro, a ausência que nos torna escravos passa como imposição que fazemos a nós mesmos, retira nos a dinâmica de existir para as novidades, a ausência deve ser lembrança madura e feliz e não motivo de neuro-escravidão.
A possibilidade de ter alguém que fará parte da nossa vida é uma construção. Dizer qual pessoa será um edificio maior ou menor depende de nós mesmos, somente o eu constrói o outro, só o dono da casa sabe dizer a quem abre a porta de sua morada e ainda mais, adomesticar não cabe somente aos animais que estimamos, mas adomesticamos aqueles que queremos como companhia, ou seja, [a+domus = tornar de casa] damos nossa possibilidade de dividir e somar nossa casa com quem consideramos que vale a pena acolher. Somos o que construimos e elegemos, construções e escolhas. Somos nós que elegemos quem terá saliência na nossas realidades, elegemos o que vale mais, elegemos no que crer, em o que fazer e quem permanece conosco na caminhada, mesmo que seja uma ausência, somos nós que dizemos até quando o outro permanecerá. Se adoçamos ou azedamos nossas histórias, de um limão fazemos limonada, ou se não, é uma resposta condicionada a nossa decisão, de como permitir a permanência do outro e se permitiremos permancer, uma dica, se for pra permanecer que seja para melhorar o que se é, que seja para largos sorrisos de lembranças boas e no caso de permitir a presença efetiva de outro indivíduo não permita-se dormir com problemas, sempre limpe a cama dos espinhos que poderá trazer do dia vivido, deitar-se e dormir bem resolvido na vida é um direito para quem quer viver livre, sem amarras de nenhuma natureza, uma vez que o menor espinho poderá causar uma inflamação e se ele não for retirado, poderá perder tudo que ele afeta como parte de si. Há uma necessidade de iluminar nossa consciência de forma positiva, sofrer o luto e administrá-lo, após o sepultamento, seguir o caminho de volta para a casa e a vida cotidiana dos que vivem ao nosso redor. O caminho sempre se confunde com o caminhante, é o caminhante que faz o caminho, por mais que seja difícil de não ter o ponto físico onde depositava carinho, abraço, o prazer de estar junto e a companhia, ignorar o fato não altera o que ja aconteceu de morte, mas precisa se voltar a cuidar da própria casa, quem vitaliza a nossa casa somos nós mesmos, somos nós que acendemos e apagamos as luzes que a clareiam, somos nós quem a sujamos e mais ainda quem a limpa. Permitir a permanência do outro por sua ausência é um desafio para quem quer sorrir com as novidades de outras presenças, sem esquecer o bom de ter vivido sincero presenças passadas.
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