terça-feira, abril 27, 2010

Diálogo de orkut em feriado!


A SEXTA-FEIRA MAIOR


Dan Domingues diz

"Que saciedade suas conquistas teem trazido? Sofrer é propriedade da condição humana, saber sofrer e pelo que se sofre parte da inteligência."

Levi Fernando diz

"... saber sofrer e pelo que se sofre parte da inteligência." E aÍ, Cristo acertou!?

Christ était intelligent? Ou sommes-nous une erreur ...?

Dan Domingues

Poderia facilitar na máxima francesa, Levi. Às vezes acreditamos sem saber e depois que sabemos passamos dar a razão da própria crença, Inteligência é ligar se a leitura fiel de si mesmo! A vivência do cristianismo é a personificação de atos de espertezas, como dicas a fim de realizar um modo novo de vida, vendo a misericórdia pelo lado dos miseráveis, mudarem o eixo, crer pelo bem sem medo do erro,

Levi Fernando

Desanimei com a crença. Apesar de eu acreditar em Deus, isso é meio paradoxal, não?

Mas então Cristo se baseou na crença?

Dan Domingues

Des [prefixo que indica movimento de tirar, livrar, alterar] – anima [anima (latim) = alma (português)], portanto alterar a alma é mudar, talvez ver de maneira diferente a figura da transcendência não seja ruim, o ruim é não saber o que é o transcendente. Sim, Cristo foi crente que foi enviado pra fazer tudo que fez. Quanto aos erros, eles nos primam das saciedades do acerto, erro é parâmetro para o acerto, levo uma reflexão de outra óptica. “Que saciedade suas conquistas têm trazido? Sofrer é propriedade da condição humana, saber sofrer e pelo que se sofre parte da inteligência”.

Levi Fernando

Então se pode dizer que:

a) Sofrimento é inerente ao humano;

b) Sofrimento pode ser voluntário e involuntário;

c) Sofrimento é solitário!

Sofrimento é o fator de alteração da alma!

Dan Domingues

Nem tanto paradoxologia, mas necessidade de uma doxologia, Cristo teve opinião, teve doxologia, interessante perceber que Cristo muda, ele resignifica o rito primitivo judaico com a nova lei e ritos, amai-vos, tomai comei e bebei, façam como eu, lavem pés, como disse, é encarar a vida sem tirar dela o sofrer e a sujeição, sempre seremos sujeitos e sujeitados a algo, mas tem que saber a que algo!

Levi Fernando

Mas a doxologia não foi um fator apenas dependente de Cristo. Teve a questão do povo ai também, não?

Mas não é um pensamento meio cartesiano, este de 'saber pelo que sofrer'?

Assim meu cérebro funde!

Dan Domingues

Acredito que o povo é campo e motor de toda ação ideológica do Cristo, mesmo que esse povo seja sim paradoxal

Os mesmo que acolhem com cantos, gritos e ramos em Jerusalém, gritam no pretório de Pilatos que crucifiquem o então Cristo e solte o criminoso condenado Barrabás, povo é povo, democracia é dissenso. Envolver Descartes na história é interessante, Descartes é fruto de um período de guerras religiosas da catolicidade e dos protestantes, ele é matemático e físico, e ainda francês, baseia se nas exatidões, e que humanidade é exatidão? Porém seu método é valido! E consiste em verificar, analisar, sintetizar e enumerar, talvez seja algo interessante sim pra colocar diante da caminhada cristã de qualquer pessoa! Há cristãos piores que os fariseus da época de Jesus, condenam por o cego curado carregar a cama em dia de sábado, mas não vêem o bem executado, a cura do cego!

Jesus é o homem da ideologia da minoria, da desconstrução da identidade dominante pra inaugurar identidade nova, aaahhh se entendessemos bem isso!!!!!!!!!!!

Levi Fernando

AHISHAIUSHAIAH mas é, pense que tipo, 'planificar' sentimento pra mim logo vem Descartes... mas, sintetizar e enumerar já não é crença...

Levi Fernando

E não sendo crença, religião pra quê!? Que a paz e o amor que se explodam: posso planejar muito bem o que vou sentir... não soa estranho!??

Levi Fernando

... Jesus é o homem da ideologia da minoria, - hey, VIVA MARX TBM NÉ!??

Dan Domingues

kakakak sem teologia da libertação senão o papa caça nossos orkuts... kaka, exatamente como te disse, saber qual é a transcendência estou focando. O que me religa[re[prefixo que indica movimento, fazer duplamente] ligião[radical ligar]]?

Dan Domingues

Hj em dia religião é além de preceitos, normas, dogmas e ritos, há necessidade de resignificar as falas e horizontes, aí entra até MARX,

Levi Fernando

Christ lag in Todsbanden für unsre Sünde gegeben... eae, ele acertou!? ASUIAHSUIASHI!

Levi Fernando

UHASHAHSUIAUISAH Teologia da Libertação nessas horas cai bem... eu tenho esse livro e não, acredita!?? --'

Levi Fernando

Mas com transcendência, não há Descartes... aimeudeus...! HASISUHUISHAIUSAU!

Dan Domingues

[não sei alemão]perfect, foi dificil descobrir o que era o teu alemão ae acima... mas to ouvindo.. perfeitoo é a alteridade do maior sujeitar-se por crer

Dan Domingues

Por crer inclusive na força contida no menor, que não é visto como forte, fala se tanto de salvar alma e tantos corpos pedindo cuidado.

Dan Domingues

Ser homem de preceito e conceito e não preconceito, ser HOMEM, HUMANO

Dan Domingues

quer jogar Nietzsche na história... ser o SUPER HOMEM, SUPER HUMANO

Dan Domingues

Nietzsche me fritaria vivo se lesse minha comparação da alteridade cristã a sua postura Nihilista, kakaka ta valendo...

Dan Domingues

Em tudo existe uma vocação, uma voz que serve a um mandato ou chamado, seja crente ou antiteista!

Levi Fernando

Eu acho que Jesus era comunista! (aimeudeus, que me perdoee)

Levi Fernando

Essa busca do homem como homem... mew, Jesus antecipou muito a questão do antropocentrismo... ou eu tô enganado?

Dan Domingues

Melhor, servir, dar sentido a vida de faze lá em prol àquilo que se tem como crença! Seja o que for religiosa ou não,

Levi Fernando

Amar ao próximo... é amar o humano... ter esse resgate do amor... Acho que tô viajando demais... é o sono uiHUSHAIUHASIU!

Levi Fernando

NOSSA, E EU ACHANDO QUE TAVA VIAJANDO CHAMANDO Jesus de Comunista! UHASIUSHAUISHAU!

 Levi Fernando

Realmente Nietzche ia te triturar... mas o Super Homem é a busca constante do homem moderno, certo!?

Dan Domingues

ECCE HOMO, Pilatos revela na expressão que Jesus antes de tudo é o humano, "eis o homem, não vejo nele crime algum",

Dan Domingues

Toda matéria humana encontra em Jesus o compêndio da plenitude de ser humano, de ser “Pascalmente" nada, tudo e relação

Dan Domingues

Vc é o super homem de Nietzsche! Faz tudo em si pra todos e por si a todos...

Levi Fernando

Euu o super-homem nietzscheano!?? Longe ainda Dan...

segunda-feira, abril 26, 2010

O comum é pensarmos e às vezes, o pensar é grego!


Das relações que fazemos com nosso meio desde quando acordamos até depois de fecharmos os olhos ao novo sono, sempre nos deparamos com questionamentos e ao acordar estão eles lá novamente, sejam questionamentos triviais, como por exemplo, será que o café está à mesa? Será que estou atrasado? Qual roupa vestir? Faço uma lipoaspiração ou compro uma bicicleta? Ou questionamentos de maior dedicação, como os que necessitam de análise minuciosa para serem respondidos.
Sobre questionamentos, muitos nos interpelam, sejam os triviais ou não, e foi nesse contexto de questionar, mais propriamente, a política (exercício da Pólis (em grego) = cidade, ou seja, política = cidadania) e a religiosidade (politeísta antropomórfico) da época de Sócrates (Atenas 469–399 a.C) que a vida ganha sentido dentro do que chamamos segundo Pitágoras (nascido em Samos entre cerca de 570 e 571 a.C.), de Filosofia. Citamos Sócrates por ser marco referencial na História da Filosofia do Ocidente, as fontes mais importantes de informações sobre Sócrates são Platão, Xenofonte e Aristóteles, alguns historiadores afirmam só se poder falar de Sócrates como um personagem de Platão, porque Sócrates não deixou nada escrito de sua própria autoria.
Pitágoras, matemático, filósofo e anos posterior a Sócrates, agrupa duas palavras gregas para definir a atividade magistral em frente à Àgora, ou seja, na praça pública onde haviam as discussões dos gregos filósofos. Pitágoras compõe a palavra juntando (latim, Philia + Sophiae, e grego, Filo+Sofia = Filosofia, Filo quer dizer amor de amigo, característico de intimidade, amizade, e Sofia é o mesmo que saber, radicalmente Sabedoria, ou seja, Filosofia é o ser responsável pelo próprio saber, amizade com que se sabe para fazer a discussão, o diálogo de Verdades, ou propriamente dialética.
Amplamente, o ato de filosofar, funda se na Verdade, é o mesmo que colocar a sua Verdade diante da que tenho, contrapondo pontos e dessas duas nos encaminhar a outra Verdade, portanto tão absoluta quando as Verdades que estiveram em pauta, é um pouco que passa pelo popular, “conversando a gente se entende”, em Filosofia poderíamos dizer que conversando e indagando a gente se entende, porque não se vai com argumentos que não seja seguros, pois refutações poderiam levar o fracasso de qualquer sistema que antes não tenha sido provadamente válido, ou seja, tenho que estabelecer veracidade dos fatos e das teses que acredito como válidas para poder discutir qualquer realidade de outras teses.
Vemos-nos diante do primeiro impasse, ou seja, hoje temos uma sociedade marcada pela busca dos resultados imediatos e não somos educados culturalmente a busca da verdade em suas minúcias, levando até mesmo a afirmação superficial que “Filosofia é coisa de louco, é coisa chata ou até mesmo inútil”.
No contexto, da Filosofia ser "inútil" poderíamos dizer que ela não é prática imediata, mas reflexiva, e não pragmaticamente ativa, prática é, por exemplo, o que nós executamos, ou seja, matricular se num curso técnico que nos ensine culinária é apreender os saberes de como lidar com utensílios de cozinha, porém existe uma “filosofia” que cerca e dá sentido a todo trabalho, pois se não soubermos dos aromas e temperos, ou até mesmo dos costumes da culinária local estaremos fora do contexto e nossa prática não serviria a esse lugar, portanto, Filosofia realmente não é pratica, mas é o ingrediente fundamental para entender e executar qualquer ação que seja dotada de sentido específico. Como exemplo simples, vejamos o amor e a amizade que não são práticos, não se faz um bolo com a amizade nem se limpa vidros com o amor, no entanto, fazemos um bolo para comemorar o aniversário de alguém que dizemos amar, preparamos o ambiente limpando vidros que há tempos não eram limpos, tudo para receber os amigos convidados da festa, ou seja, dedicamos muito tempo descobrindo como executar o amor e a amizade e vivenciá-lo, portanto nem tudo se serve de resultados imediatos.
Mas afinal o que é Filosofia?
Para Platão, a primeira virtude do filósofo é admirar-se. Quer dizer é a capacidade de problematizar, o que marca a Filosofia não como posse da verdade, mas como sua busca no diálogo. Para o filósofo alemão Kant, (séc. XVll) "não há Filosofia que se possa aprender: só se pode aprender a filosofar". Isto significa que a Filosofia é sobre tudo uma atitude, um pensar permanente. É um questionar o saber instituído. A Filosofia nos ensina a pensar criticamente é decidir racionalmente no que acreditar ou não acreditar. É usar nosso pensamento racional e ponderado para obtermos melhores resultados nas atividades que desenvolvemos no mundo. É saber julgar proposições, argumentos e opiniões e, através de investigação ativa, obter justificações para nossas decisões e crenças. "Criticar" vem do radical grego krísis = crise, e “Criticar” significa ato ou faculdade de distinguir; ato de escolher, ato de separar, dissentimento, contestação; explicação, interpretação de sonho; o "exame"; o "crivo"; o "julgamento"; um conflito e, às vezes, uma ruptura com os parâmetros já estabelecidos pelos sistemas anteriores.
O pensamento crítico é uma das principais formas de obtenção de conhecimento. Um momento de crise interior (e quem não teve, prepare se!) é uma experiência tão dolorosa quanto útil, variando com a gravidade daquilo que a crise afeta ou põe em causa. Tudo ganha uma nova perspectiva, uma dimensão diferente. Só o essencial resiste, a separação é nítida e as escolhas se fazem por si mesmas.
Como dizer que Filosofia é inútil se ela dá e tira sentido, cor, gosto e a forma das interpretações de tudo que se apresente como realidade integrada a nossa história existencial, a qual chamou de Vida!
Escolha viver melhor, escolha pela Filosofia, escolha ser gente, ser pensante!
Ótima reflexão, ao que se propuser, o campo é a Vida e a Vida está aí dentro de si!

sábado, abril 24, 2010

Sentido de concretudes afetivas

As realidades dos sentimentos, abstratas que são em si, transformam vias de imaginar a vida quando passam por razões objetivas de um relacionamento, sejam por querer ou por vivência, o futuro como ponto de alcance é visualizado pelo que sente, o desejo de conquistar o equilíbrio do tempo, do espaço em duas vidas, porém reconhecidas dia a dia por quererem precisar um do outro e nisso fazer pertença cotidiana e concreta.

sexta-feira, abril 23, 2010

O que poderia sugerir sentido a vida?

Às vezes é o mesmo que encontrar em si a resposta formada, dada e evoluída nos outros, viver é perceber se como gente, é uma pulsão evolutiva, há força latente, há consciência de um broto da semente, consciência de si e de um desenvolver humano com a dependência dos lugares, o encerramento de vida pela atitude de refletir seu próprio sentido, mesmo que essa consciência e reflexão livre, imediata e espontânea, sejam adulteradas por uma ou outra tradição, crença e costumes de nossas heranças, gerente de sentidos estabelecidos nas experiências dos mesmos outros em diferentes tempos, na administração de problemas viscerais e externos de onde estavam.

Com o meio e do meio tiramos as respostas dos conflitos que nos cercam carentes de solução, e solução que alimentará as necessidades cotidianas da natureza desvelada nas pessoas e nos eventos do comum, portanto, a atitude particular caracteriza a existência universalizada, porém não a define, sendo as características, como modos de responder aos estímulos e atritos em níveis de maior ou menor intensidade e não determinação de uma personalidade finita e acabada em si, a vida é mais que finitude, razão e moral, compõe diversidade e mutação constante.

Se a análise de uma história pautar o tempo em relação aos proveitos dos eventos, frustra se por não ter domínio dos instantes que passam como inexistentes à intenção do acerto ou do erro, que iluminam ou assombram uma vida, ou seja, existir e atuar no bônus de ter vida depende do ônus de manter se equilibrado no tempo, temos vida, mas, não temos o tempo, se a vida é marcada por erro, o tempo, como intolerante que é, registra esse erro como história, sem possibilidade de voltar para uma pausa de concerto, portanto, a tempo, o dominamos enquanto termo para identificar nossas ações e falas numa história, mas, não o mantemos. Perceber o tempo e a vida é formar síntese da esfera do poder de lesão e cura que nos constrói enquanto história dos erros marcados na consciência, mas sanados com a experiência, torna o erro como uma via de modelo, via a não ser percorrida, senão projetará outro fracasso.

Perceber se como protagonista de um processo pode nos sugerir sentido de vida, nas indagações, na busca das respostas, nutre os próprios sentidos do que denominamos como existir, do ordenamento dos passos cotidianos ante as decisões.

Compreender a vida como dom, natureza, ou acaso não é a reflexão de maior importância, a primeira importância é a reflexão em si, a consciência, é tomar o termo consciência como referente à importância do que chamamos de vida e colocá-lo sobre a ciência do presente, é a racionalização dos fatos que formam a razão e a força para desenvolver o próximo passo, sem descurar o futuro, conseqüente do passado existido neste instante.