quarta-feira, agosto 11, 2010

E o atual governo do estado ainda quer ser federal!!


Leiam isso, sem preconceitos ou puritanismos, mas leiam o post inteiro!

"Lembrou-se que uma das cartas tinha um postal com cenas da vida etrusca, uma sujeira inominável, o homem de pé atrás da mulher, aquela coisa enorme no meio das pernas dela. Como podia ser tão grande?"

Não se assutem, este post não é um conto erótico, é sobre o material obsceno do governo do estado de são Paulo, nas mãos dos alunos do ensino médio! A tempos atrás li essa reportagem, até imaginei que fosse uma mídia exagerada, mas acreditem, hoje eu vi que é real e verdadeiro, leciono para o ensino médio, tomei nas mãos um kit de livros e lá estava o citado conto. Leiam a reportagem e entendam melhor, a coisa é "braba", segue a reportagem, mas lembrem se, ela está atual, hoje 12 08, os contos estão nas mãos do alunos!

Alguns professores da rede estadual de São Paulo e parte dos pais de alunos questionam a distribuição de um livro de contos com um texto erótico a estudantes do ensino médio. O texto contém palavrões e expressões obscenas.
O conto Obscenidades para uma Dona de Casa, de autoria do escritor Ignácio de Loyola Brandão - colunista do Estado -, faz parte do livro Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século, lançado em 2000. Nele, uma dona de casa solitária detalha cartas obscenas que recebe de um amante. No contexto da narração, o autor escreve palavrões e termos chulos.
Uma professora de língua portuguesa que trabalha no Capão Redondo, zona sul de São Paulo, disse que não conseguiu mais trabalhar depois que o livro chegou às mãos dos alunos. A professora afirma não se sentir capaz de abordar a sexualidade presente no conto com os estudantes.
Em outro colégio estadual, um pai já teria protestado ao saber do livro. Em Guarulhos, um funcionário público ameaçou levar a questão ao Ministério Público. De acordo com a Secretaria Estadual de Educação, a obra, que faz parte do programa governamental Apoio ao Saber, foi distribuída somente para alunos do último ano do ensino médio - estudantes entre 16 e 17 anos - e é adequada para esta faixa etária. No ano passado, a rede estadual já foi questionada pela escolha de livros e, depois de uma sindicância interna, excluiu cinco obras das salas de aula.

Não entendo com que pretenção o governo do estado, no psdb, imagina ser bom, isso sem falar das políticas públicas para a educação, saúde, segurança e tantos outros direitos do povo. A mãe que relega sua posição de mãe, dando em adoção um filho, não será chamada de mãe, o que dizer de um estado que relega suas obrigações? Isso é governo?
Segue uma parte mais do conto: [sem sustos por favor!!! isso foi para os nossos alunos do ensino médio]
[E aquela carta que ele tinha proposto que se encontrassem uma tarde no motel? Num quarto cheio de espelhos, para que você veja como trepo gostoso em você, enfiando meu pau bem no fundo.] [não se esfregue desse jeito, deixe o cheiro natural, é o teu cheiro que quero sentir, porque ele me deixa louco, pau duro. Repete essa palavra que não uso. Nem pau, nem pinto, cacete, caralho, mandioca, pica, piça, piaba, pincel, pimba, pila, careca, bilola, banana, vara, trouxa, trabuco, traíra, teca, sulapa, sarsarugo, seringa, manjuba.] [Amo estas cartas, necessito, se elas pararem vou morrer. Não consigo ler direito na primeira vez, perco tudo, as letras embaralham, somem, vejo o papel em branco. Ouça só o que ele me diz: Te virar de costas, abrir sua bundinha dura, o buraquinho rosa, cuspir no meu pau e te enfiar de uma vez só para ouvir você gritar

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