Às vezes é o mesmo que encontrar em si a resposta formada, dada e evoluída nos outros, viver é perceber se como gente, é uma pulsão evolutiva, há força latente, há consciência de um broto da semente, consciência de si e de um desenvolver humano com a dependência dos lugares, o encerramento de vida pela atitude de refletir seu próprio sentido, mesmo que essa consciência e reflexão livre, imediata e espontânea, sejam adulteradas por uma ou outra tradição, crença e costumes de nossas heranças, gerente de sentidos estabelecidos nas experiências dos mesmos outros em diferentes tempos, na administração de problemas viscerais e externos de onde estavam.
Com o meio e do meio tiramos as respostas dos conflitos que nos cercam carentes de solução, e solução que alimentará as necessidades cotidianas da natureza desvelada nas pessoas e nos eventos do comum, portanto, a atitude particular caracteriza a existência universalizada, porém não a define, sendo as características, como modos de responder aos estímulos e atritos em níveis de maior ou menor intensidade e não determinação de uma personalidade finita e acabada em si, a vida é mais que finitude, razão e moral, compõe diversidade e mutação constante.
Se a análise de uma história pautar o tempo em relação aos proveitos dos eventos, frustra se por não ter domínio dos instantes que passam como inexistentes à intenção do acerto ou do erro, que iluminam ou assombram uma vida, ou seja, existir e atuar no bônus de ter vida depende do ônus de manter se equilibrado no tempo, temos vida, mas, não temos o tempo, se a vida é marcada por erro, o tempo, como intolerante que é, registra esse erro como história, sem possibilidade de voltar para uma pausa de concerto, portanto, a tempo, o dominamos enquanto termo para identificar nossas ações e falas numa história, mas, não o mantemos. Perceber o tempo e a vida é formar síntese da esfera do poder de lesão e cura que nos constrói enquanto história dos erros marcados na consciência, mas sanados com a experiência, torna o erro como uma via de modelo, via a não ser percorrida, senão projetará outro fracasso.
Perceber se como protagonista de um processo pode nos sugerir sentido de vida, nas indagações, na busca das respostas, nutre os próprios sentidos do que denominamos como existir, do ordenamento dos passos cotidianos ante as decisões.
Compreender a vida como dom, natureza, ou acaso não é a reflexão de maior importância, a primeira importância é a reflexão em si, a consciência, é tomar o termo consciência como referente à importância do que chamamos de vida e colocá-lo sobre a ciência do presente, é a racionalização dos fatos que formam a razão e a força para desenvolver o próximo passo, sem descurar o futuro, conseqüente do passado existido neste instante.
sexta-feira, abril 23, 2010
O que poderia sugerir sentido a vida?
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