Das relações que fazemos com nosso meio desde quando acordamos até depois de fecharmos os olhos ao novo sono, sempre nos deparamos com questionamentos e ao acordar estão eles lá novamente, sejam questionamentos triviais, como por exemplo, será que o café está à mesa? Será que estou atrasado? Qual roupa vestir? Faço uma lipoaspiração ou compro uma bicicleta? Ou questionamentos de maior dedicação, como os que necessitam de análise minuciosa para serem respondidos.
Sobre questionamentos, muitos nos interpelam, sejam os triviais ou não, e foi nesse contexto de questionar, mais propriamente, a política (exercício da Pólis (em grego) = cidade, ou seja, política = cidadania) e a religiosidade (politeísta antropomórfico) da época de Sócrates (Atenas 469–399 a.C) que a vida ganha sentido dentro do que chamamos segundo Pitágoras (nascido em Samos entre cerca de 570 e 571 a.C.), de Filosofia. Citamos Sócrates por ser marco referencial na História da Filosofia do Ocidente, as fontes mais importantes de informações sobre Sócrates são Platão, Xenofonte e Aristóteles, alguns historiadores afirmam só se poder falar de Sócrates como um personagem de Platão, porque Sócrates não deixou nada escrito de sua própria autoria.
Pitágoras, matemático, filósofo e anos posterior a Sócrates, agrupa duas palavras gregas para definir a atividade magistral em frente à Àgora, ou seja, na praça pública onde haviam as discussões dos gregos filósofos. Pitágoras compõe a palavra juntando (latim, Philia + Sophiae, e grego, Filo+Sofia = Filosofia, Filo quer dizer amor de amigo, característico de intimidade, amizade, e Sofia é o mesmo que saber, radicalmente Sabedoria, ou seja, Filosofia é o ser responsável pelo próprio saber, amizade com que se sabe para fazer a discussão, o diálogo de Verdades, ou propriamente dialética.
Amplamente, o ato de filosofar, funda se na Verdade, é o mesmo que colocar a sua Verdade diante da que tenho, contrapondo pontos e dessas duas nos encaminhar a outra Verdade, portanto tão absoluta quando as Verdades que estiveram em pauta, é um pouco que passa pelo popular, “conversando a gente se entende”, em Filosofia poderíamos dizer que conversando e indagando a gente se entende, porque não se vai com argumentos que não seja seguros, pois refutações poderiam levar o fracasso de qualquer sistema que antes não tenha sido provadamente válido, ou seja, tenho que estabelecer veracidade dos fatos e das teses que acredito como válidas para poder discutir qualquer realidade de outras teses.
Vemos-nos diante do primeiro impasse, ou seja, hoje temos uma sociedade marcada pela busca dos resultados imediatos e não somos educados culturalmente a busca da verdade em suas minúcias, levando até mesmo a afirmação superficial que “Filosofia é coisa de louco, é coisa chata ou até mesmo inútil”.
No contexto, da Filosofia ser "inútil" poderíamos dizer que ela não é prática imediata, mas reflexiva, e não pragmaticamente ativa, prática é, por exemplo, o que nós executamos, ou seja, matricular se num curso técnico que nos ensine culinária é apreender os saberes de como lidar com utensílios de cozinha, porém existe uma “filosofia” que cerca e dá sentido a todo trabalho, pois se não soubermos dos aromas e temperos, ou até mesmo dos costumes da culinária local estaremos fora do contexto e nossa prática não serviria a esse lugar, portanto, Filosofia realmente não é pratica, mas é o ingrediente fundamental para entender e executar qualquer ação que seja dotada de sentido específico. Como exemplo simples, vejamos o amor e a amizade que não são práticos, não se faz um bolo com a amizade nem se limpa vidros com o amor, no entanto, fazemos um bolo para comemorar o aniversário de alguém que dizemos amar, preparamos o ambiente limpando vidros que há tempos não eram limpos, tudo para receber os amigos convidados da festa, ou seja, dedicamos muito tempo descobrindo como executar o amor e a amizade e vivenciá-lo, portanto nem tudo se serve de resultados imediatos.
Mas afinal o que é Filosofia?
Para Platão, a primeira virtude do filósofo é admirar-se. Quer dizer é a capacidade de problematizar, o que marca a Filosofia não como posse da verdade, mas como sua busca no diálogo. Para o filósofo alemão Kant, (séc. XVll) "não há Filosofia que se possa aprender: só se pode aprender a filosofar". Isto significa que a Filosofia é sobre tudo uma atitude, um pensar permanente. É um questionar o saber instituído. A Filosofia nos ensina a pensar criticamente é decidir racionalmente no que acreditar ou não acreditar. É usar nosso pensamento racional e ponderado para obtermos melhores resultados nas atividades que desenvolvemos no mundo. É saber julgar proposições, argumentos e opiniões e, através de investigação ativa, obter justificações para nossas decisões e crenças. "Criticar" vem do radical grego krísis = crise, e “Criticar” significa ato ou faculdade de distinguir; ato de escolher, ato de separar, dissentimento, contestação; explicação, interpretação de sonho; o "exame"; o "crivo"; o "julgamento"; um conflito e, às vezes, uma ruptura com os parâmetros já estabelecidos pelos sistemas anteriores.
O pensamento crítico é uma das principais formas de obtenção de conhecimento. Um momento de crise interior (e quem não teve, prepare se!) é uma experiência tão dolorosa quanto útil, variando com a gravidade daquilo que a crise afeta ou põe em causa. Tudo ganha uma nova perspectiva, uma dimensão diferente. Só o essencial resiste, a separação é nítida e as escolhas se fazem por si mesmas.
Como dizer que Filosofia é inútil se ela dá e tira sentido, cor, gosto e a forma das interpretações de tudo que se apresente como realidade integrada a nossa história existencial, a qual chamou de Vida!
Escolha viver melhor, escolha pela Filosofia, escolha ser gente, ser pensante!
Ótima reflexão, ao que se propuser, o campo é a Vida e a Vida está aí dentro de si!
Sobre questionamentos, muitos nos interpelam, sejam os triviais ou não, e foi nesse contexto de questionar, mais propriamente, a política (exercício da Pólis (em grego) = cidade, ou seja, política = cidadania) e a religiosidade (politeísta antropomórfico) da época de Sócrates (Atenas 469–399 a.C) que a vida ganha sentido dentro do que chamamos segundo Pitágoras (nascido em Samos entre cerca de 570 e 571 a.C.), de Filosofia. Citamos Sócrates por ser marco referencial na História da Filosofia do Ocidente, as fontes mais importantes de informações sobre Sócrates são Platão, Xenofonte e Aristóteles, alguns historiadores afirmam só se poder falar de Sócrates como um personagem de Platão, porque Sócrates não deixou nada escrito de sua própria autoria.
Pitágoras, matemático, filósofo e anos posterior a Sócrates, agrupa duas palavras gregas para definir a atividade magistral em frente à Àgora, ou seja, na praça pública onde haviam as discussões dos gregos filósofos. Pitágoras compõe a palavra juntando (latim, Philia + Sophiae, e grego, Filo+Sofia = Filosofia, Filo quer dizer amor de amigo, característico de intimidade, amizade, e Sofia é o mesmo que saber, radicalmente Sabedoria, ou seja, Filosofia é o ser responsável pelo próprio saber, amizade com que se sabe para fazer a discussão, o diálogo de Verdades, ou propriamente dialética.
Amplamente, o ato de filosofar, funda se na Verdade, é o mesmo que colocar a sua Verdade diante da que tenho, contrapondo pontos e dessas duas nos encaminhar a outra Verdade, portanto tão absoluta quando as Verdades que estiveram em pauta, é um pouco que passa pelo popular, “conversando a gente se entende”, em Filosofia poderíamos dizer que conversando e indagando a gente se entende, porque não se vai com argumentos que não seja seguros, pois refutações poderiam levar o fracasso de qualquer sistema que antes não tenha sido provadamente válido, ou seja, tenho que estabelecer veracidade dos fatos e das teses que acredito como válidas para poder discutir qualquer realidade de outras teses.
Vemos-nos diante do primeiro impasse, ou seja, hoje temos uma sociedade marcada pela busca dos resultados imediatos e não somos educados culturalmente a busca da verdade em suas minúcias, levando até mesmo a afirmação superficial que “Filosofia é coisa de louco, é coisa chata ou até mesmo inútil”.
No contexto, da Filosofia ser "inútil" poderíamos dizer que ela não é prática imediata, mas reflexiva, e não pragmaticamente ativa, prática é, por exemplo, o que nós executamos, ou seja, matricular se num curso técnico que nos ensine culinária é apreender os saberes de como lidar com utensílios de cozinha, porém existe uma “filosofia” que cerca e dá sentido a todo trabalho, pois se não soubermos dos aromas e temperos, ou até mesmo dos costumes da culinária local estaremos fora do contexto e nossa prática não serviria a esse lugar, portanto, Filosofia realmente não é pratica, mas é o ingrediente fundamental para entender e executar qualquer ação que seja dotada de sentido específico. Como exemplo simples, vejamos o amor e a amizade que não são práticos, não se faz um bolo com a amizade nem se limpa vidros com o amor, no entanto, fazemos um bolo para comemorar o aniversário de alguém que dizemos amar, preparamos o ambiente limpando vidros que há tempos não eram limpos, tudo para receber os amigos convidados da festa, ou seja, dedicamos muito tempo descobrindo como executar o amor e a amizade e vivenciá-lo, portanto nem tudo se serve de resultados imediatos.
Mas afinal o que é Filosofia?
Para Platão, a primeira virtude do filósofo é admirar-se. Quer dizer é a capacidade de problematizar, o que marca a Filosofia não como posse da verdade, mas como sua busca no diálogo. Para o filósofo alemão Kant, (séc. XVll) "não há Filosofia que se possa aprender: só se pode aprender a filosofar". Isto significa que a Filosofia é sobre tudo uma atitude, um pensar permanente. É um questionar o saber instituído. A Filosofia nos ensina a pensar criticamente é decidir racionalmente no que acreditar ou não acreditar. É usar nosso pensamento racional e ponderado para obtermos melhores resultados nas atividades que desenvolvemos no mundo. É saber julgar proposições, argumentos e opiniões e, através de investigação ativa, obter justificações para nossas decisões e crenças. "Criticar" vem do radical grego krísis = crise, e “Criticar” significa ato ou faculdade de distinguir; ato de escolher, ato de separar, dissentimento, contestação; explicação, interpretação de sonho; o "exame"; o "crivo"; o "julgamento"; um conflito e, às vezes, uma ruptura com os parâmetros já estabelecidos pelos sistemas anteriores.
O pensamento crítico é uma das principais formas de obtenção de conhecimento. Um momento de crise interior (e quem não teve, prepare se!) é uma experiência tão dolorosa quanto útil, variando com a gravidade daquilo que a crise afeta ou põe em causa. Tudo ganha uma nova perspectiva, uma dimensão diferente. Só o essencial resiste, a separação é nítida e as escolhas se fazem por si mesmas.
Como dizer que Filosofia é inútil se ela dá e tira sentido, cor, gosto e a forma das interpretações de tudo que se apresente como realidade integrada a nossa história existencial, a qual chamou de Vida!
Escolha viver melhor, escolha pela Filosofia, escolha ser gente, ser pensante!
Ótima reflexão, ao que se propuser, o campo é a Vida e a Vida está aí dentro de si!

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